Corinthians paga as quatro parcelas de 2025 do acordo com a Caixa; saiba detalhes e o valor
51 mil visualizações 167 comentários Reportar erro
Por Maria Beatriz de Teves e Rodrigo Vessoni

Corinthians paga as quatro parcelas de 2025 do acordo com a Caixa
Jhony Inacio / Meu Timão
O Corinthians quitou as quatro parcelas referentes ao ano de 2025 do acordo com a Caixa Econômica Federal relativas ao financiamento da Neo Química Arena. Segundo apurado pelo Meu Timão, o montante total desembolsado ao longo da temporada foi de R$ 93 milhões.
Fontes internas confirmam que o Corinthians realizou todos os pagamentos combinados, concluindo as quatro parcelas trimestrais. Parte da premiação obtida pela equipe feminina também foi utilizada pela Caixa para completar esse valor, zerando os débitos referentes ao ano. A próxima parcela do financiamento está programada apenas para março.
De acordo com o contrato firmado entre as partes, a dívida da Arena é quitada por meio de parcelas trimestrais de valores variáveis, atualmente entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões, conforme a variação da taxa Selic e o saldo devedor atualizado. O cronograma de pagamentos se estende até dezembro de 2041.
Mesmo com as obrigações de 2025 quitadas, a Caixa bloqueou cerca de 50% dos mais de R$ 68 milhões em premiação recebidos pela conquista da Copa do Brasil - valor líquidos, já descontado os impostos. A retenção chamou a atenção de torcedores, que imaginaram a existência de débitos pendentes com o banco.
No entanto, o valor bloqueado foi direcionado para a chamada “conta de segurança”. Pelo acordo, parte das receitas do Corinthians é destinada automaticamente a essa reserva financeira. Durante o período de formação dessa conta, 50% das premiações esportivas e 30% dos valores obtidos com negociações de jogadores são retidos pela Caixa para garantir o pagamento futuro do financiamento da Arena.
Essa conta vinculada precisa manter, permanentemente, um saldo mínimo equivalente ao pagamento de quatro parcelas trimestrais do financiamento - algo entre R$ 80 milhões e R$ 120 milhões, dependendo da taxa de juros vigente. Trata-se de uma espécie de colchão de segurança, correspondente a cerca de um ano de amortização da dívida. Se o saldo ficar abaixo do mínimo estabelecido, o complemento ocorre automaticamente por meio da retenção de outras receitas, como direitos de transmissão. O contrato é explícito ao proibir que esse valor fique abaixo do patamar acordado, sob pena de caracterizar quebra por insuficiência de garantias.
Paralelamente, Corinthians e Caixa negociam um novo acordo envolvendo o naming rights da Neo Química Arena. As partes seguem em diálogo para aprimorar os termos vigentes e solicitaram um valuation do estádio e dos direitos de nome, atualmente pertencentes à Neo Química, marca da Hypera Pharma. O estudo serve para dar segurança ao banco em relação ao valor real dos ativos. No clube, há a convicção de que o contrato atual com a farmacêutica está defasado. A possibilidade de utilizar os naming rights como forma de abatimento da dívida é cogitada, mas é apenas uma entre as alternativas em avaliação.