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Post de Ilamar no fórum "Bate-Papo da Torcida" do Meu Timão

A comparação pode ser feita desde que com grandes empresas de atuação em área de capital de risco. Os contratos dos jogadores de futebol são caros. Não há como corrigir a rota após a contratação sem demissão e esta tem imensos custos em face do salário dos jogadores e tempo de contrato pela Lei Pelé. A contratação de jogador é de risco. Foram contratados jogadores experientes e caros. Diante do Flamengo só fizeram m**** com a bola queimando no pé de todos eles. Não há como comparar empresas que têm salários próximos ao mínimo e com demissão baixa com os salários dos jogadores. Corrigir rota implica em mandar embora e altos custos. O São Paulo está na mesma situação. O Grêmio também. Impossível conhecer o resultado da contratação de um jogador. Jogador dá certo em um clube e no outro não como o nosso zagueiro emprestado ao Inter. Tem que ter calma. As correções devem ser feitas ano a ano. Antes, apenas com o elenco reserva. A comparação está errada

em Bate-Papo da Torcida > É nesse pequeno grande detalhe que a diretoria do Corinthians coloca...

Em resposta ao tópico:

Muito se fala da necessidade de gerir um clube do tamanho do Corinthians como se fosse uma empresa. Mas uma empresa de grande porte. Uma multinacional. Não uma barraca de feira - com todo respeito aos empreendedores esforçados e honestos do comércio de rua.

Então vamos lá. Vou falar um pouquinho sobre uma prática muito comum em empresas de destaque no que tange o planejamento estratégico.

Pegue uma Vivo da vida. Um gigante do setor de telecomunicações. A cada início de ano, os executivos de diferentes áreas da empresa se reúnem para traçar os planos da organização. Que objetivos vão perseguir, qual a estratégia a ser adotada, quais as metas dos diferentes setores, que indicadores serão utilizados para medir um eventual sucesso ou fracasso e com qual periodicidade vamos nos reunir para averiguar se é necessário uma alteração na rota proposta inicialmente.

É nessa última parte que se separa aqueles que gozam do triunfo dos que amargam a derrota.

Ao final de um determinado período - geralmente um trimestre - esses mesmos executivos se reúnem para analisar o que foi que ocorreu até então. Será que o que haviam planejado ainda faz sentido defronte o que tem ocorrido no mercado? O navio deve seguir no mesmo rumo? Os números projetados foram atingidos? Ficamos além ou aquém das expectativas? Não se enganem, é muito raro que o que fora acordado no começo do ano permaneça seguido à risca em novembro/dezembro.

Há uma infinidade de fatores que não são levados em consideração quando o plano é desenhado. Não porque os administradores são incompetentes, mas porque os mercados são imprevisíveis. E só está apto ao êxito quem mantem o dedo no pulso do ambiente e se adapta rapidamente às mudanças do jogo.

Tá, sabichão, e o que isso tem a ver com o Corinthians?

Pois bem, no começo do ano, com um elenco recheado de inaptos e um técnico que ainda lutava para implantar uma ideia de jogo, a diretoria entendeu que não havia meios de sustentar objetivos ambiciosos. Almejar título no torneio estadual e a progressão contínua de fases nas copas era lutar contra a realidade. A prioridade deveria ser dada para as contas do clube. Sanar as altas dívidas para, no futuro, ter condições de montar um grupo competitivo. A torcida comprou a ideia.

Só que no decorrer do caminho as coisas mudaram. Foi possível trazer ótimos jogadores com uma engenharia financeira que permitiria ao clube alçar vôos maiores. Não faz mais sentido utilizar a velha régua de janeiro para aferir os resultados de novembro. Se nos contentávamos em evitar o descenso quando dependíamos de Vital, Araos, Ramiro e Cafu, não podemos permanecer com o mesmo modelo mental quando passamos a contar com Renato Augusto, Giuliano, Guedes e William. É impensável.

Chega de acreditar que o trabalho é bom porque a meta traçada lá atrás está sendo atingida. Aprendam a redefinir o conceito de sucesso conforme o meio muda. Caso contrário, apenas reforçarão o apequenamento que têm imposto ao glorioso Sport Club Corinthians Paulista.

Sem mais!

Abraços, Fiel

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