Diogo Correa
Esse posto não está fixado ainda porque?
em Bate-Papo da Torcida > Essa inadmissível declaração tem que ser a virada de chave histórica...
Em citação ao post:
É importante dizer que por mais ofensivo que seja é verdade o que o presidente do CORI disse.
É justo, correto e necessário dar a César o que é de César. Miguel Marques tem total razão, o Clube é deles, mas o Time é nosso, sempre fomos e estamos de forma emblemática nesse momento provando ser uma torcida que tem um time e não um time que tem uma torcida.
Por isso convido a todos para que olhem para essa frase com a profunda reflexão que ela, em momento oportuníssimo, foi proferida. Ela foi proferida NA MESMA DATA EM QUE A TORCIDA ESTÁ DE FORMA ORIGINAL E POR INICIATIVA PRÓPRIA PAGANDO UMA DIVIDA FEITA PELO CLUBE.
UMA TORCIDA QUE TEM UM TIME: A ALFORRIA DO SPORT C. CORINTHIANS PAULISTA FUTEBOL DO POVO.
Ontem a declaração de Miguel Marques, Presidente do CORI, deixou clara uma visão que deveria nos incomodar bem mais do que apenas nos indignar, a frase foi:'O clube não é do torcedor, o clube é do associado”. Temos que aceitar e ficar em paz com sua fala, já que, em termos jurídicos, Miguel Marques está absolutamente correto. O Corinthians, enquanto instituição associativa, é controlado pelos associados do clube, portanto é sim dos sócios, inclusive os ativos e passivos contábeis dessa instituição. Mas isso não quer dizer que o time de futebol esteja tão intrinsicamente ligado ao CNPJ do clube que essa realidade seja algo imutável, perene ou eterna.
A diferença entre clube e time:
O clube social de fato é do associado, mas o time de futebol é uma história completamente diferente, ele tem a mais engajada e a real maior torcida do país, o time de futebol é nosso, é do torcedor. Vivemos por ai proferindo aos 4 ventos que o Corinthians não é um time que tem uma torcida, mas uma torcida que tem um time. Portanto convido a todos aqui do fórum a refletir e compartilhar da mesma visão aqui exposta. Somos nós, milhões de corinthianos espalhados pelo Brasil e pelo mundo, que carregamos a essência, a paixão e a identidade do Corinthians. Somos nós que compramos ingressos, lotamos estádios, adquirimos produtos oficiais e impulsionamos essa marca gigante. O time é nosso e é sobre o nosso esforço que o Clube se sustenta, que pessoas como o Miguel faz com que o clube se endivide e nos obriga a tomar atitudes como essa nossa campanha brilhante de pagar o estádio com recursos do Povo. Parabéns eternos ao Gaviões da Fiel por isso.
Essa é uma oportunidade histórica para repensarmos nossa relação com o clube e com o futebol profissional que leva o nome Corinthians. Estamos na verdade pagando já a muitos e muitos anos contas do clube e de decisões de homens como ele. Acontece que dessa vez (Quitação da Arena) estamos de forma direta pagando “os boletos” de má fé gerados por homens que não amam o Corinthians, que buscam benefício próprio a nossas custas e que não conseguem enxergar a verdade, seja por vaidade, arrogância ou cegueira mesmo.
Qual é a enorme oportunidade que nos foi posta pelo Miguel Marques? Dissociar o futebol do clube:
Está claro que as dívidas acumuladas pelo Corinthians são resultado direto de más administrações, feitas por aqueles que controlam o clube social. Essas pessoas não representam o torcedor comum. Está na hora de deixarmos com eles o que é deles e ficar conosco o que é nosso. O certo é certo e devemos deixar que eles arquem com as consequências de suas decisões.
Devemos aproveitar a força da nossa união, unida pelo atual momento da campanha de quitação da Arena, para criar algo novo e revolucionário. Separar o futebol do clube social, para que o futebol profissional não só nunca mais dependa das decisões de quem comanda o clube, como não se veja mais obrigado a pagar contas que não são do time, mas sim do clube. O Corinthians Futebol deve se tornar uma entidade independente, administrada por nós, os torcedores, de forma transparente e responsável.
Devemos, primeiramente, entre os torcedores entender isso e tomar nosso verdadeiro lugar nesse processo e portanto com base nisso, os fundamentos seriam:
1.Unir forças: Já mostramos, em diversas ocasiões, que quando a torcida se une, podemos fazer o impossível. Deve ser instituída uma campanha mais ampla e massiva para arrecadar fundos, mobilizando todos os milhões de torcedores.
2.O estádio é nosso: A Arena Corinthians foi construída com a nossa força, com o nosso apoio, vai ser paga por nós, portanto deve por direito ser um patrimônio do time e da torcida, jamais do clube social.
Aqui fica uma reflexão: Essa fala foi um providencial convite para a torcida abrir mais um pouco os olhos e exigir que nosso pagamento seja revertido a cotas do FUNDO DA ARENA, ou seja nosso dinheiro passará a ser uma COMPRA por parte da TORCIDA do estádio, nada mais justo já que é a torcida quem está pagando. Reflitam como o CNPJ do clube é sócio com cotas do FUNDO que tem como propriedade a ARENA, sem uma PROVIDENCIA URGENTE de modificar o modelo de meros pagadores para COMPRADORES de cotas do FUNDO, estamos na verdade sendo usados para deixar um patrimônio pago com nosso esforço em um CNPJ que tem como sócios pessoas como Andrés Sanchez, Miguel Marques, Romeu Tuma Junior e etc.
3.Comprar toda a estrutura do Futebol do Clube: Toda aquela estrutura é um ativo imobiliário, ou seja, tem preço e valor de mercado, as cotas do Fundo do Estádio devem ser a nós repassada pelo pagamento que estamos promovendo. Com a ampliação da campanha e a arrecadação massiva e abrangente devemos de fato comprar toda a estrutura do futebol, não só o estádio, mas o CT e as demais instalações que porventura sustentem o funcionamento do futebol, constituindo algo completo e independente.
4.Gestão transparente: Assim como nessa campanha da ARENA basta que nosso formato de administração seja profissional e transparente, com participação direta nossa, escolhendo, jamais elegendo, mas selecionando via processo seletivo, torcedores capazes e disponíveis para dirigirem nosso time utilizando de mecanismos claros e eficazes de gestão e prestação de contas.
Os desafios e as possibilidades da dissociação: o time é da torcida, e o futuro pode ser nosso
É inegável que a dissociação do futebol em relação ao clube traz desafios práticos, como questões de associação junto à CBF, contratos de publicidade vigentes e vínculos jurídicos que hoje estão diretamente ligados ao CNPJ do clube social. Contudo, é preciso olhar para além do aparato burocrático e jurídico e focar no que é público e notório: o time de futebol não existe sem a sua torcida e sua história.
Por mais que o futebol do Corinthians esteja, tecnicamente, vinculado ao estatuto e ao CNPJ do clube, sua verdadeira essência está ancorada na paixão da Fiel e na rica história construída ao longo de décadas. A história e a torcida não pertencem ao clube; pertencem ao time de futebol. O clube social é apenas um instrumento que administra temporariamente esse patrimônio, mas ele não é, e nunca foi, o legítimo dono da nossa identidade como corinthianos.
A dissociação, portanto, seria uma forma de corrigir essa distorção histórica, garantindo que o time de futebol fique com quem realmente o sustenta: a torcida. E isso não significa abrir mão de nossa posição no futebol nacional. Pelo contrário: mesmo que hoje a ligação com a CBF e as competições da Série A passem pelo CNPJ do clube, é perfeitamente viável transferir esses direitos para uma nova entidade, vinculada diretamente ao futebol independente.
Com um bom planejamento jurídico e uma articulação estratégica junto às entidades e à opinião pública, podemos construir essa transição de maneira legítima e juridicamente ornamentada. Afinal, se o time de futebol for adquirido dentro da forma aqui proposta, com recursos da torcida, também adquiriremos os direitos associados a ele, incluindo registros, filiações e contratos.
O clube quer ser o que não consegue sustentar, então que os associados mas jamais a torcida arque com isso:
Os associados podem continuar com o clube social e as dívidas que eles mesmos contraíram. Que fiquem com a natação, a bocha e outras modalidades que administram. Nós, enquanto torcida, cuidaremos do que realmente importa: o time de futebol, o manto sagrado e a nossa história nos gramados.
Os...
