Galinho Paulista
Normalmente não curto matérias ou tópicos muito longos, pois cansam só de olhar o tamanho. Porém essa matéria eu li inteira e achei ótima.
Sinceramente não sei quem foi o entrevistado, mas dá pra perceber que é uma pessoa com conhecimento de causa e seria bom que alguns 'imediatistas' como você referiu dessem uma passada por lá pra entender um pouco como funciona as coisas com os garotos.
As vezes é duro ficar lendo a insistência de alguns que nem sabem o que está rolando no CT. Os caras simplesmente ouvem falar que fulano ou ciclano foi bem no torneio isso ou mundial daquilo e esquecem que no profissional o buraco é mais embaixo.
A questão é, infelizmente parte da torcida já não confia mais na capacidade da equipe técnica na gestão do elenco e prefere ficar dando pitacos pra ver se algum moleque entra e faz milagre pra tornar o Corinthians campeão.
Meu Deus, sabem de nada inocentes!
SAUDAÇÕES ALVINEGRAS!
em Bate-Papo da Torcida > Para os Imediatistas do Fórum
Em resposta ao tópico:
Acho que todos aqui do Fórum deveriam ler essa entrevista muito boa, feita pelo Teleco. Especialmente aqueles que sempre ficam pedindo o Vasconcelos de titular, o Léo Jaba no lugar do Love, os imediatistas. Essa entrevista é muito esclarecedora e passa pra nós, pessoas de fora, que não tem contato com o futebol, mas nos achamos donos da verdade, como realmente funciona essa relação de Jogador da base e o Futebol Profissional. Abaixo destaco alguns pontos interessantes da entrevista:
'No Corinthians, é comum no primeiro contrato do jogador o clube ficar com 70% dos direitos econômicos, enquanto o jogador mantém 30%. Isto é comum no mercado, e na verdade, alguns clubes trabalham com margem até maior. Por exemplo, o Atlético-PR fica com 60% e o jogador com 40%. É comum o jogador repassar 'sua' parte para um investidor. Os clubes acabam tendo que fazer esta composição para ter jogadores, especialmente os melhores.'
'Cassini foi um dos pontos de desequilíbrio na semifinal contra o SPFC. Sempre foi tratado como joia no clube, muito bem tratado e preparado. Achei que superdimensionaram a condição dele; apesar de treinar há um tempo no profissional, ainda não estava pronto para atuar. Diferente do Malcom, que já era uma realidade, o Matheus era um ponto de interrogação na minha opinião. Ele pode ser um grande jogador, daqui a três anos o Corinthians pode estar lamentando ter perdido um camisa dez que seria seu titular por muito tempo, mas nas divisões de base ele nunca foi o melhor do time. Sempre foi um bom jogador, bom finalizador especialmente de canhota, mas nunca foi o ponto de desequilíbrio enquanto jogador de base. Acho que a pressão e cobertura foram um pouco exageradas no caso de sua saída.'
'É fundamental dar o tempo ao atleta para se acostumar e se adaptar ao ambiente que ele chega. Não adianta crer que Léo Jabá chegará ao profissional hoje e já fará dois ou três gols e resolverá os jogos; não é só isso. O subir, o pronto, é ele mostrar a cada dia a adaptação, a evolução e principalmente continuar mostrando seu crescimento e todo o potencial que ele tem. O técnico não precisa agir com imediatismo com um menino de 17 ou 18 anos. O clube precisa ser mais fiel e sereno na hora de tomar essas decisões.'
'Muitas vezes se espera a valorização de um jogador do dia para a noite por parte de dirigentes e torcida, mas isso é muito complicado, especialmente em um time com pressão e torcida como o Corinthians. É algo que se deve ter muita paciência e muita calma; muitas vezes se fala que o Corinthians não revela ninguém, mas é exatamente por não se ter a paciência e calma necessárias para se fazer esta transição da maneira correta. Esta geração que está vindo agora deve ser carregada no colo, com muito carinho e cuidado para garantir o sucesso.'
'O Tite tem esta fama de trabalhar só com jogadores experientes, mas gosto muito dele como profissional e o acho muito correto. Acho que se o jogador tiver a paciência, o talento, a capacidade de assumir um lugar no Corinthians, ele vai dar a oportunidade. O que o Tite não vai fazer é colocar por imposição. Mesmo com toda esta pressão e cobrança que ele vem sofrendo, ele tem o grupo na mão, ele tem os garotos na mão, ele sabe o momento de fazer a cobrança e também de dar a atenção e o carinho que o garoto precisa. Então eu acredito que ele pode sim fazer esta transição bem feita e fazer os jogadores terem o crescimento dentro da equipe.'
Segue o Link da entrevista completa: http://www.meutimao.com.br/coluna/teleco/99/de_promessa_a_realidade_divisoes_de_base_no_corinthians/



