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Subestimado
Casamento entre Romero e Corinthians tinha tudo para ser unânime, mas não é
Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians
Por que Ángel Romero ainda é motivo de piada?
Opinião de Andrew Sousa
Em tempos de quarentena, ficamos meio nostálgicos. Hora ou outra, me pego viajando por vídeos de jogos "antigos" do Corinthians. Nesta quarta-feira, foi a vez de relembrar a histórica campanha do Brasileirão de 2017.
Somado a tudo que assisti e lembrei, várias discussões também tomam conta das redes sociais. Sem jogos, as pessoas debatem quem é o maior gringo da história do clube, qual a seleção dos jogadores recentes e quem faz mais falta nos dias de hoje.
Um dos nomes que vez ou outra gera debate é Ángel Romero. Ídolo para alguns, o paraguaio foi fundamental naquele título nacional. Quem não lembra da partidaça em pleno Allianz Parque? E a selfie contra o mesmo rival?
Mais do que os lances marcantes, Romero estava lá para lutar. Em um time de poucos craques, o camisa 11 simbolizava bem o que era o time de Carille: um grupo de operários com muita gana para vencer.
Apesar da luta merecer destaque, foi justamente em 2017 que Ángel se mostrou mais do que alguém que dá carrinho e marca o lateral adversário. Como negar que o paraguaio potencializou Arana pela esquerda e, em outras oportunidades, Fagner pela direita?
Romero, porém, é muito mais do que aquele Brasileirão.
Personagem no 6 a 1 que coroou o título de 2015, responsável por pontos importantes na luta contra a queda em 2018, artilheiro da Arena, estrangeiro com mais jogos e conquistas pelo Corinthians. Fora isso, tem lances marcantes contra todos os rivais. A lista de méritos é extensa.
Mesmo assim, quando um corinthiano diz que sente falta do paraguaio, sempre vai haver quem conteste. Se disse que o considera um ídolo, então...
Aqui, então, questiono quem estiver lendo a coluna. Por que Romero é digno de piadas?
Por que Romero não é ídolo do Corinthians? Por que rir de quem gosta do paraguaio?
Com passagem relâmpago, por exemplo, Sidcley tinha carinho muito maior da torcida para voltar. Marlone, com um gol de voleio, era tido como xodó de toda a torcida. Matheus Matias, que mal jogou no âmbito profissional, foi tratado como solução.
O que falta para o paraguaio?
Se a resposta for qualidade, podemos listar inúmeros jogadores de pouca técnica que agradam a Fiel. Se for a forma como ele saiu, também podemos questionar, afinal, as críticas começaram bem antes disso. Nem em seu melhor momento ele conseguiu escapar da desmoralização que ainda existe em torno do seu nome.
Há absurdo em colocá-lo como maior estrangeiro da história do Corinthians?
Em todas minhas colunas, costumo ler os comentários. Mas nessa, proponho um debate saudável. Sem jogos, nada melhor do que falarmos sobre futebol entre nós, corinthianos.
Deixei aí sua opinião sobre o tema da coluna e vamos debater.
Por que Romero ainda é motivo de piadas da torcida alvinegra?
Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.





