É correto afastar quem não vai renovar?

Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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É correto afastar quem não vai renovar?

Ángel Romero

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

A renovação de Romero com o Corinthians já virou uma novela. Não faltam especulações e opiniões que divirjam entre si sobre a postura ideal de diretoria e atleta sobre renovar ou não o contrato, que vai até julho de 2019.

Podendo assinar um pré-contrato a partir deste mês, o paraguaio enfrenta uma verdadeira geladeira e já há quem garanta que não o veremos mais vestir a camisa do Timão.

Mas a discussão aqui agora é outra. É correto afastar um jogador das principais atividades do clube por falta de acordo na renovação contratual?

A ideia de manter afastado um patrimônio do clube não me parece ser a ideal. Primeiramente porque, embora o contrato esteja próximo do fim, o Corinthians ainda terá de desembolsar ao menos cinco salários para que Romero não entre mais em campo.

Embora contestado tecnicamente, Ángel jamais foi chinelinho, nunca tumultuou o ambiente e dificilmente faria corpo mole quando Carille precisasse dele durante as fases do Paulista, Copa do Brasil, Sul-Americana e o início do Brasileirão.

Afastá-lo dos treinamentos é uma medida que limita as opções de ataque do Corinthians, que começa a temporada tendo que se recuperar do aproveitamento lamentável do returno do último Campeonato Brasileiro.

Sim, certamente não é o ideal escalar Romero como titular e ter que buscar uma outra peça quando o paraguaio sair do clube, em julho. Porém, tê-lo como uma opção no banco de reservas ou orientando aqueles que acabaram de chegar é uma contrapartida interessante para quem seguirá recebendo salário no Timão.

Além disso, o fim de semana ficou bastante claro quanto à diferença entre pôr para jogar ou afastar o jogador.

Luan, pelos lados do Atlético-MG, estava em negociação para deixar o clube, mas após bela atuação com três assistências na estreia do Campeonato Mineiro já voltou a ser quase incontestável em Belo Horizonte.

Já por aqui, Romero, do camarote, nada demonstrou, o que dificulta até mesmo para o Corinthians envolvê-lo numa negociação com algum outro jogador do mercado brasileiro.

Ou seja, deixar Romero parado (e isso serve para a grande maioria dos jogadores) não apenas faz com que o Corinthians pague para manter inativo um jogador de grupo mas também desvaloriza seu próprio patrimônio, visando uma atuação no mercado.

Se Romero vai renovar ou não, é questão de acordo entre as partes e não cabe a nós decidir. Mas deixá-lo de fora tendo contrato e recebendo salário em dia, parece-me um desperdício de grana e de opção de elenco.

E vocês, o que acham?

Veja mais em: Romero.

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Por Jorge Freitas

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