Mata-mata da Sul-Americana: uma bagagem necessária

Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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Mata-mata da Sul-Americana: uma bagagem necessária

Corinthians x Deportivo Lara - Sul-Americana (23/05/19)

Foto: © Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O Corinthians definiu, em seu último treino, os 11 iniciais que farão a bola rolar na Venezuela, no jogo da volta contra o limitado time do Deportivo Lara, pela Copa Sul-Americana.

Conforme noticiou o Meu Timão, a equipe a entrar em campo será exatamente aquela que consideramos titular, com Cássio, Fágner, Henrique, Manoel e Avelar; Ralf e Júnior Urso; Vagner Love (Ramiro), Sornoza (Jadson) e Clayson; Gustagol (Vagner Love).

É claro que não é o que queríamos disputar em âmbito internacional neste ano, mas confesso que me sinto confortável ao ver o Timão levando a sério uma competição como esta, mesmo que esteja abaixo das ambições e dos feitos do clube. Embora rejeitada por muitas equipes, a Sul-Americana tem um ponto positivo que não pode ser desconsiderado: traz casca, bagagem, experiência para que a equipe volta a se encontrar em competições internacionais.

Isso porque, como bem sabemos, embora sempre se classifique em primeiro nos grupos da competição, o Timão não tem passado das oitavas-de-final da Liberta desde 2013, com direito a não fazer um gol fora de casa na competição em mata-matas desde o icônico gol de Romarinho, na final em 2012 (sem considerar o gol contra o Once Caldas ainda pela pré-Libertadores em 2015). Por isso, levar a sério um jogo em terreno sul-americano deve servir de experiência e render bons frutos no próximo ano, caso o Coringão (assim esperamos) alcance uma vaga para a Libertadores.

É claro que, se formos considerar, a Sul-Americana não vale como a Copa do Brasil e o Brasileirão. Mas não devemos descartar exemplos vencedores de equipes que retomaram a força internacional numa competição "menos acirrada" para, em seguida, chegar forte em torneios mais importantes.

Sempre penso no exemplo do Atlético de Madri, que tinha dificuldades em chegar às fases decisivas da Liga dos Campeões, mas que, após vencer a Liga Europa de 2010 e 2012, fortaleceu-se e disputou duas finais em três anos da competição mais importante do continente. Da mesma forma, por aqui, temos o Athlético-PR, atual campeão da competição, e que chega um pouco mais respeitado na fase decisiva da Libertadores, muito por conta do caneco levantado no ano passado.

Além disso, voltando à Europa, neste ano a final da Liga Europa entre Chelsea e Arsenal, que acabou agora há pouco com o festejado título dos Blues, indicou uma caminhada invicta e de fortalecimento de um time que poderá chegar mais cascudo à Champions da próxima temporada.

Sim, se por lá a final "menos importante" tem sido valorizada por toda a impressa europeia, aqui também precisamos valorizar o que a Sul-Americana pode nos trazer, já que é a competição internacional que nos sobrou para este ano.

Foi essa a maior alegria, aliás, de ter se classificado contra o Racing em plena Argentina: bagagem, casca, experiência.

Vencer o Lara é fundamental e seguir firme na competição é extremamente importante tanto para o fortalecimento do elenco, quanto do ainda jovem treinador Carille.

Veja mais em: Copa Sul-Americana.

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Por Jorge Freitas

Colunista esportivo do portal 'No Ângulo', este internacionalista é mais um louco do bando e busca analisar o Timão com comprometimento com a realidade e as necessidades do maior clube do planeta.

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