Dyego Coelho precisa ser efetivado pelo Corinthians. E eu explico os motivos

Julia Raya

Estagiária do Meu Timão e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo-SP. Tem 17 anos e é corinthiana há 18. Sempre viveu com o Corinthians e agora trabalha com ele também.

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Dyego Coelho precisa ser efetivado pelo Corinthians. E eu explico os motivos

Dyego Coelho assumiu mais uma vez a equipe do Corinthians de maneira interina. Agora, ele precisa ser efetivado

Foto: Danilo Fernandes/ Meu Timão

Desde o último dia 11, quando Tiago Nunes foi oficialmente demitido do cargo de treinador do Corinthians, muito começou a se falar sobre o nome ideal para substituí-lo. No mercado, as opções são escassas e um suposto contato com Dunga já foi cogitado e não agradou muito.

Por que, então, não efetivar Dyego Coelho? Para mim, essa é a melhor opção. E eu explico os motivos.

Antes de tudo, acho que é importante deixar claro duas coisas:

  1. Não gosto muito de fazer comparações e nem acho que o trabalho de Tiago Nunes no clube tenha sido de inteiro ruim. Mas temos em sua passagem bons exemplos do que não deu certo para o treinador no clube. E muitas dessas coisas não se repetem com Coelho.
  2. É claro que Coelho trabalha sob pressão, mas é diferente da pressão a qual Tiago Nunes era submetido. O ex-treinador tinha um emprego para manter, enquanto Coelho já tem definido, ao menos por enquanto, seu papel no clube – ele já falou que deixou claro a situação com Andrés, que segue no mercado atrás de outros nomes

É de casa

Talvez um dos principais pontos positivos para efetivar Coelho seja esse. Ele já é de casa como poucos. Coelho foi jogador do Corinthians e teve boas passagens no comando das equipes de base do Timão – onde, por sinal, fez ótimos trabalhos. O profissional conhece o clube tanto dentro quanto fora das quatro linhas. E esse é um ponto muito importante.

Coelho conhece – e já “sentiu na pele” – a pressão que é jogar no Corinthians e isso pode ajudar os jogadores. A final, o treinador sabe como lidar com situações delicadas. Como ele mesmo disse em sua última entrevista coletiva, ele confia e tem o apoio no elenco. Eles jogam juntos.

Ainda dentro desse ponto, Coelho daria menos gastos ao clube – que não vive um bom momento financeiro. Efetivá-lo geraria ao clube apenas o gasto de mantê-lo no cargo, ou seja, pagar seu salário. O gasto para trazê-lo não existiria, já que ele já é funcionário do clube.

Fechado com o elenco – e vice-versa

É nítida a felicidade e a parceria que existe entre os atletas e Coelho. No dia em que o treinador assumiu o elenco, as imagens postadas pelo Corinthians deixaram isso claro. Mas mais que isso, essa relação também já ficou explícita nos jogos, principalmente no último, contra o Bahia.

As comemorações dos gols foram grandes entre elenco e treinador. A cada gol, Coelho vibrava excessivamente e todos os jogadores em campo corriam para o banco de reservas para comemorar com os demais atletas e o treinador – o que mostra que o elenco está realmente fechado com Coelho.

Além disso, a cada jogador que entrava e saia de campo nas substituições, Coelho abraçava e passava confiança ao atleta – um ponto que ele sempre reforça em suas coletivas. Na entrada de Léo Natel no lugar de Everaldo, por exemplo, treinador e jogadores se abraçaram bastante na beirada do campo.

Com Tiago Nunes, essa relação parecia muito mais “fria” e profissional. Com Coelho, porém, a parte afetiva parece ter mais espaço. Isso influencia e pode ser determinante para o desempenho dos atletas.

Não gostou? Muda!

Já em seu primeiro jogo, contra o Fluminense, Dyego Coelho mostrou bastante atitude. O treinador chamou a atenção ao mudar a equipe com apenas 17 minutos de jogo, quando tirou Éderson, que não estava tendo boa atuação. Além dessa substituição, o treinador mexeu também no intervalo, duas vezes aos 12 minutos do segundo tempo e uma aos 32.

No jogo contra o Bahia, as mudanças aconteceram no intervalo, aos 28 minutos, duas aos 39 e uma última aos 44 minutos, para reforçar a defesa. Fato é que Dyego Coelho já mostrou que não hesita em fazer mudanças na equipe, seja com quanto tempo de jogo for. E isso é importante para que os atletas que entrem em campo tenham tempo para conseguir jogar e ajudar o time a ter poder de reação..

Esse era um ponto em que Tiago Nunes não agrava muito – principalmente a mim. Cheguei, inclusive, a fazer uma outra coluna mostrando a demora do ex-treinador para mexer. Mesmo com atuações apáticas do time, mudanças antes dos 15 minutos do segundo tempo eram raríssimas, o que dificultava a melhora da equipe em campo.

Obviamente, Coelho teve apenas dois jogos no comando do Corinthians, em que um foi bom e o outro não. Ainda temos muito o que ver sobre o trabalho do treinador. Mas, se for para apostar em algum nome, que seja nele, que já é da casa e mostrou (também em outras oportunidades) que é capaz.

Veja mais em: Dyego Coelho e Técnicos do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Julia Raya

Estagiária do Meu Timão e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo-SP. Tem 17 anos e é corinthiana há 18. Sempre viveu com o Corinthians e agora trabalha com ele também.

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