A casa e o lar do Corinthiano

Marcelo Rodrigues

Escritor, produtor e jornalista, vive escrevendo sobre o Corinthians por aí. Respeita a tradição, sente saudade do Pacaembu e não grita gol antes. Em compensação, depois... vixe!

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A casa e o lar do Corinthiano

A casa e o lar do Corinthiano

Arena Corinthians virando realidade, em 2013

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

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(Há exatos 8 anos, fiz uma reflexão sobre o sonho de finalmente termos o nosso estádio. Hoje em dia é curioso reler a análise. A seguir, divido com os leitores do Meu Timão o que pensava na época. Pouca coisa mudou. Mas, mudou... Vai Corinthians!)

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A casa e o lar do Corinthiano

O Corinthians nunca teve uma casa do seu tamanho. Sem teto – e gigante que é – se acostumou a jogar apertado por aí, na casa dos outros, mas ocupando a sala de estar.

No Morumbi, aquele estádio imenso que vive cheio do vazio, a Fiel entrou pela porta da frente para registrar o maior público da história: quase 150 mil Corinthianos lotaram os degraus, todos eles distantes do campo, para ver o revés diante da Ponte Preta, nas finais de 1977. Sim, a marca veio na maior fila do time, numa derrota. Porque, você sabe, Corinthiano vai para ver jogar…

No Pacaembu – casa que não é nossa de direito, mas é de fato – claro que o recorde também é alvinegro. Mais de 70 mil pessoas num empate em 3 a 3 com o São Paulo, em 1942.

E na Vila Belmiro, morada do Santos, o recorde de pouco mais de 30 mil pessoas é óbvio que foi num jogo com o Pelé em campo, contra o… Corinthians!

Até a Fazendinha já acolheu quase 30 mil Fiéis…

Maior que nossos números, só nossa torcida. Porque tenha certeza: em todos os públicos já citados teve Corinthiano que ficou de fora, sem ingresso, acompanhando o jogo pelo radinho de pilha.

Mas o São Paulo, que adora cantar que não temos estádio e nem história, não conseguiu fazer nem o recorde histórico em seu próprio estádio.

No Palmeiras, sua torcida que vibra e canta “se o time vai jogar eu vou…”, precisou tomar uma bronca pública do técnico exatamente para ir. E não foi. Tampouco vibrou.

E o Santos, que até quando grita não se escuta, tem um incrível “caldeirão” para 20 mil pessoas. Uma Fazendinha com um lance a mais de degraus. E ri das mesmas piadas que lhe cabe.

Até a Portuguesa entoa que o Corinthiano “senta e chora porque não tem estádio para jogar”. Mas, com sua média de público atual de 1500 torcedores, o lusitano não precisa nem sentar para chorar no Canindé. Tem espaço para fazê-lo deitado.

Agora se anuncia que o Corinthians terá estádio em Itaquera, que abrigará seus jogos e até a Copa do Mundo.

O Corinthiano sorri. Mas pouco muda. Para nós, a nossa casa, o nosso lar, é qualquer lugar onde o Timão estiver.

Fiéis que somos, tanto faz se o jogo é na velha Fazendinha ou no futuro Fazendão. Se for no Maracanã, é só invadir o Rio. Se for em Minas, é só pegar o caminho da roça. Tanto faz.

O estádio pode até estar chegando. Mas o hino, que chegou há muito tempo, já explicava: o time do povo sempre morou, e continuará morando, dentro de nossos corações. Eternamente.

Veja mais em: Arena Corinthians.

Coluna do Marcelo Rodrigues

Por Marcelo Rodrigues

Escritor, produtor e jornalista, vive escrevendo sobre o Corinthians por aí. Respeita a tradição, sente saudade do Pacaembu e não grita gol antes. Em compensação, depois... vixe!

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