A história que a história conta. Você sabe?

Marcelo Rodrigues

Escritor, produtor e jornalista, vive escrevendo sobre o Corinthians por aí. Respeita a tradição, sente saudade do Pacaembu e não grita gol antes. Em compensação, depois... vixe!

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A história que a história conta. Você sabe?

A história que a história conta. Você sabe?

Sob a luz de um lampião nasceu o Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

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Todo mundo sabe a história. Quem não sabe, deveria. Era primeiro de setembro de 1910 quando cinco operários fundaram o Corinthians. Um time simples e de origem humilde, que passou a usar um terreno baldio como campo. Nem bola tinha. Foi comprada depois de uma “vaquinha” para ser testemunha da nossa estreia. Com derrota.

Nossa camisa ficou branca por acaso. Era bege, mas de tanto uso nos tempos difíceis, desbotou. Estava claro, portanto: nada viria fácil. E ser do povo, é também saber conviver com a dor.

Na década de 20, nas palavras do pintor modernista Menotti del Picchia, já éramos um “fenômeno sociológico a ser estudado”. E São Jorge, protetor de católicos, anglicanos, ortodoxos e afro brasileiros, passou a iluminar também nossas batalhas. Estava fundado o Parque São Jorge.

Na Era Vargas, apesar das proibições, o Corinthians manteve a bandeira das treze listras no centro de seu brasão. Já nos anos 70, nascia uma imensa torcida organizada, com a ideia de lutar contra as mazelas da época e da direção do clube. Veio ainda a Democracia Corinthiana, antes até da volta da democracia brasileira.

Em cada pedra no caminho, mais a torcida crescia, para desespero e incredulidade dos rivais, seguindo a mística profetizada por Miguel Bataglia - o primeiro presidente - democraticamente eleito: “É o time do povo. E o povo vai fazer o time!”

A torcida hoje tem arena, redes sociais, penetra em todas as classes e credos, mistura de tudo um pouco em suas fileiras. É motivo de orgulho. Mas, é preciso que fique claro: o que veio primeiro, veio primeiro. O Corinthians tem DNA intimamente ligado àqueles operários e imigrantes pobres do Bom Retiro. Sua essência é de luta e democracia. São esses os valores que o Corinthians carrega, independente do que cada um de nós carrega dentro de si.

Qualquer um pode ser Corinthiano, claro que pode. Mas ninguém pode mudar o que foi escrito: é preto no branco, é o time do povo. Se você quer usar essa camisa, quer ter orgulho desse escudo, que seja pelas razões corretas. Que seja pelo que a gente é. E permanecerá.

Feliz Ano Novo!

Veja mais em: História do Corinthians.

Coluna do Marcelo Rodrigues

Por Marcelo Rodrigues

Escritor, produtor e jornalista, vive escrevendo sobre o Corinthians por aí. Respeita a tradição, sente saudade do Pacaembu e não grita gol antes. Em compensação, depois... vixe!

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