[Marcelo Rodrigues] Messi na Copa? Tanto faz! Eu quero é saber se o Guerrero vai pra Rússia!

Marcelo Rodrigues

Escritor, produtor e jornalista, vive escrevendo sobre o Corinthians por aí. Respeita a tradição, sente saudade do Pacaembu e não grita gol antes. Em compensação, depois... vixe!

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Messi na Copa? Tanto faz! Eu quero é saber se o Guerrero vai pra Rússia!

Messi na Copa? Tanto faz! Eu quero é saber se o Guerrero vai pra Rússia!

Guerrero e suas lamentações

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Quem se lembra da primeira polêmica do Corinthians no ano? Não teve nada a ver com a efetivação do Carille ou a chegada de Drogba. O relógio mal passava da uma da manhã do primeiro dia de janeiro e o perfil oficial do Timão dava os parabéns a 3 “grandes nomes da história” que estavam fazendo aniversário: Rivelino, Viola e... Guerrero. Se você não estava de ressaca e acessou a internet esse dia, vai se lembrar: foi um caos. O marketing do Corinthians foi achincalhado, Paolo foi chamado de Judas e ofendido nos comentários. Pouquíssimos parabéns. Mercenário foi o elogio mais bonitinho que boa parte da torcida dirigiu a ele na postagem.

Mas, na essência do que foi dito, o peruano é ou não é um grande nome de nossa história? O jeito que ele saiu apaga o que ele fez? O que ele disse e não cumpriu é lá muito diferente do que a maioria dos atletas faz por aí? Eu sei que não justifica. É só a reflexão...

É que, a hora que acabou o jogo entre Peru e Argentina, eu vi as redes sociais se encherem de opiniões sobre se vale a pena torcer contra a Argentina no último jogo das Eliminatórias. Imagina só que “injustiça” o Messi não jogar sua última copa, que “tristeza” um mundial sem a Argentina. Mas a beleza do futebol não é essa mesma? O inusitado, o impossível, o improvável? O futebol é o campo do absurdo. E que bom que é assim. Ou teve coisa mais legal que a Costa Rica na última Copa ou a Islândia na Euro? Que Messi seja capaz de conduzir seu time em campo. Ou não. E está tudo certo. O que me comoveu foi ver que o Peru, 34 anos depois, depende só dele, de uma vitória simples para ir para a Copa. Depende, talvez, de um gol do Guerrero, de cabeça, suado, como o que fez contra o Al Ahly, lembra? Ou aquele contra o Chelsea...

E você, Corinthiano, quer ou não o Guerrero na Copa? Eu estou mesmo pensando nisso!

Então, hoje, dia de eliminatória e sem Corinthians, não estou muito preocupado com o que vai acontecer entre Brasil e Chile (mas se tiver gol que seja do Paulinho). Também não estou pensando se o Messi vai levar a Argentina para o Mundial. Eu estou aqui pensando se o Peru, que não joga uma Copa desde 1982, vai chegar lá. O Guerrero e toda sua geração nunca nem viram o país num mundial.

Pensei, pensei e decidi o que tenho pra te dizer, Guerrero: Seu Judas, mercenário, vendido! Mesmo assim, hoje de noite, acerte uma cabeçada e leve o Peru para a Copa. Vou torcer por você. E para você. Não me é indiferente. Até queria que fosse, mas não é.

É que eu aprendi, muito antes de você, que jogadores de futebol não são lá muito confiáveis. Amam e deixam de amar da noite para o dia, de acordo com as luvas milionárias. Mas eu também aprendi com Drummond, em outro gramado, que há vários motivos para não se amar uma pessoa e um só para amá-la. Esse prevalece. Acho que eu tenho o meu motivo.

Veja mais em: Ídolos do Corinthians.

Coluna do Marcelo Rodrigues

Por Marcelo Rodrigues

Escritor, produtor e jornalista, vive escrevendo sobre o Corinthians por aí. Respeita a tradição, sente saudade do Pacaembu e não grita gol antes. Em compensação, depois... vixe!

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