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Saiu de Itaquera, já era
Rafael Castilho

Rafael Castilho é sociólogo, especializado em Política e Relações Internacionais e coordenador do NECO - Núcleo de Estudos do Corinthians. Ele está no Twitter como @Rafael_Castilho.

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Saiu de Itaquera, já era

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Saiu de Itaquera, já era

Romero disputa bola contra jogador do Barcelona

Foto: Rodrigo Coca / Ag.Corinthians

É nítido que a eliminação do Corinthians se deu pela atuação pífia e desastrosa no Equador. Coisa de quem está absolutamente desconectado da realidade de um jogo decisivo de futebol.

O grande problema é que isso vem ocorrendo de forma recorrente nos últimos anos. O Corinthians possui duas personalidades, uma jogando em seu estádio e outra quando sai de seu território.

Antes da inauguração da Arena Corinthians, nosso clube viveu décadas jogando em qualquer campo. Evidente que possuir o próprio estádio é uma vantagem estratégica. A atmosfera de Itaquera é cada vez mais envolvente. Sou daqueles que aprendeu a amar o nosso estádio. Todos os jogos são lotados, o entorno da arena se converteu em uma verdadeira cidade corinthiana cheia de opções. Assistir jogo lá é uma delicia.

Mas antes da Arena, jogávamos clássicos no Morumbi (inclusive contra o SPFC). Nossa casa era o Pacaembu, mas se não tivesse o Paulo Machado de Carvalho, nos ajeitávamos onde fosse possível. A meu ver, isso trazia uma força extraordinária e incomum. Éramos mais cascudos e menos dependentes da zona de conforto.

Evidente, que colabora com o fato de não jogarmos bem fora de casa, a constatação de que nos ultimos anos termos contado com equipes repletas de fragilidades, para ser generoso.

E é sobre isso que eu gostaria de falar agora.

Recordo-me de equipes bem modestas do Corinthians, mas times com consciência tática, inteligência emocional, com uma especie de força interior. Equipes cascudas.

O Corinthians nunca foi notório por ser um time de craques. Nas vezes que tivemos times técnicos foi muito prazeroso e feliz. Mas nossa marca sempre foi a raça e determinação.

No caso desse time atual, ouso dizer que o problema não é a raça em si.

Não vou, nesse momento, entrar nos aspectos relacionados ao trabalho do técnico argentino, muito embora isso interfira diretamente nessa falta de capacidade de decisão e na falta de alternativas táticas.

Também não vou, nessa ocasião, abordar as questões de ordem politica e administrativa, muito embora montar um time com uma folha salarial de primeira prateleira do futebol internacional, para equipar um time desequilibrado e frágil em várias posições, também seja decisivo e revelador, ainda mais pela irresponsabilidade diretiva de montar um time tão caro na situação dramática que vivemos, do ponto de vista financeiro.

Essas questões eu quero abordar com muita calma em outras oportunidades.

Mas o ponto da minha abordagem nesse momento é dizer que: “time de alçapão’ só se fode. Existem vários no Brasil e no mundo. Time que depende apenas da “atmosfera” de seu estádio. Time vencedor tem que saber jogar fora de casa.

Em se tratando de Corinthians, então… Somos o clube das invasões, porra!

Sou daqueles que gosta de viajar para acompanhar o Corinthians. Dá uma verdadeira brochada a gente seguir o Corinthians, ou mesmo acompanhar na televisão e ver um time apático quando joga fora de casa.

Pior, o Corinthians nos ultimos anos aceita a derrota, sobretudo para equipes que supostamente seriam melhores que a nossa. Isso me dá raiva.

Já vimos o Corinthians, em diversos momentos da nossa historia, ser o rival de grandes clubes, em seus auges. Reverter resultados inimagináveis. Enfrentar o jogo. Igualar as diferenças técnicas com raça, mas não apenas com raça, mas com inteligência, com consciência da partida que se está jogando.

E isso que falta hoje, a meu ver.

Legal que a torcida do Corinthians aplaude o time nas derrotas e eliminações. Talvez, se não viesse a abraçar o time, as coisas estariam bem piores.

Mas esse time do Corinthians hoje é o que a molecada chama de “emocionado”.

Muito bonzinho, muito fofinho, muito sensível, muito carinhoso, muito amiguinho da torcida.

Não estou dizendo que a torcida deve ir no CT e apavorar todo mundo, até porque isso não funciona nada muitas vezes.

Mas, oba oba no Corinthians nunca funcionou. Aqui o bagulho é louco.

Temos uma grande decisão pela frente. E logo nos próximos dias um jogo muito dificil no campo do adversário. Não preciso nem dizer aqui a importância dessa final, ainda mais contra a equipe em questão, cujo nome nem quero dizer para não piorar o meu dia.

Seria bom que o time estivesse pelo menos acordado no domingo. Tudo bem que nosso time é banguela em muitas posições. Mas desejo que os jogadores tenham minimamente a consciência de tempo, de espaço e de circunstância. As circunstâncias são extraordinárias. Espero que eles entendam.

Vai Corinthians!

Veja mais em: Libertadores da América e Neo Química Arena.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Por Rafael Castilho

Rafael Castilho é sociólogo, especializado em Política e Relações Internacionais e coordenador do NECO - Núcleo de Estudos do Corinthians. Ele está no Twitter como @Rafael_Castilho.

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    @thiago1187 em

    Corinthians era o time da pressão.

    Era fo... Jogar com nossa camisa.

    A cobrança era gigante.

    Hoje, a Fiel Amor aplaude tudo. Qualquer um coloca a camisa e joga. Sai rindo, de boa. Não escuta sequer uma vaia de vez em quando.

    Viramos um São Paulo piorado.

    Jogar no porco e nos mulambos, sim, tem pressão.

    E todo ano vencem algum título.

    Aqui, o negócio é ser o pó-ró-pó-pó, comemorar recorde de pública e se auto-proclamar a torcida mais apaixonada do mundo.

    De tão apaixonada, ficou cega.

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    Vamos mudar isso.

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    Pois é..Bem isso mesmo

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    37º. @luiz.fernando.balest em

    Realmente fora de Itaquera somos Timãozinho!

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    36º. @alexandre-almeida5 em

    Um dia grandes problemas aqui, é a torcida se contentar com raça e determinação... Gostaria de ver um time técnico e com craques decisivos. Gostaria de ter confiança na equipe e não só contar com nego dando carrinho... E vitórias apertadas no fim. Nossa tradição... Merece um pouco mais.

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    Jorgi 9 comentários

    35º. @jorgi.lima em

    A realidade que os cara só joga em casa pq nós ficamos acelerando eles o tempo todo e se eles não correrem o bicho pega, aí quando vão jogar fora eles ficam relaxados e totalmente displicentes, param de se esforçar