A importância do CADI² para a base corinthiana

Rafaela De Oliveira

Acadêmica em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e de olho na base do Corinthians.

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A importância do CADI² para a base corinthiana

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A importância do CADI² para a base corinthiana

Corinthians comemora o título da Copa São Paulo de Futebol Jr.

Foto: Foto:Rodrigo Gazzanel/Ag. Corinthians

Em 25 de janeiro, o Corinthians foi a campo diante do Batatais, numa tarde quente e com direito ao Pacaembu lotado, para disputar o título da Copinha de 2017. Invicto desde 2014, a equipe Sub-20 mostrou, mais uma vez, a sua força: são 18 participações em decisões, sendo as últimas quatro consecutivas e dez títulos conquistados, o que faz do time paulista o maior vencedor e finalista da competição.

Diferentemente do que aconteceu diante da equipe do interior, na final, onde o placar só foi consolidado no fim da partida, o Corinthians mostrou superioridade durante todo o campeonato. Guilherme Mantuan, Fabrício Oya, Pedrinho e Carlinhos, o artilheiro da competição com 11 gols, foram alguns dos destaques do time alvinegro.

Que o Corinthians é expoente quando se trata de categorias de base, todo mundo sabe. Que os meninos costumam mostrar talento e garra, também. O que talvez muita gente não saiba é que, por trás dos êxitos e do ‘’material humano’’ de qualidade, existe um trabalho importantíssimo feito por uma galera que não entra em campo.

A galera a qual me refiro trabalha no Centro de Análise de Desempenho e Inteligência da Informação, o CADI². Nele, Gabriel Magalhães, Felipe Vicente, Gabriel Pereira, Sidney Rodrigues e João Pedro Fabrini são responsáveis por analisar o desempenho da base, estudar os adversários e, a partir disso, gerar dados que ajudem a equipe corinthiana em seus desafios.

Para a Copinha deste ano, o trabalho começou cedo. Ainda em dezembro, foram feitas análises de alguns times e também da preparação dos treinamentos da base para os primeiros jogos. ‘’Por meio desses dados, procuramos interagir ao máximo com o Osmar Loss e toda a comissão técnica para auxiliar em tudo o que eles precisassem’’, conta, Gabriel Magalhães, coordenador do CADI², em entrevista exclusiva à coluna.

Em 04 de janeiro, o Corinthians estreou com uma sonora goleada de 6 a 0 diante do Pinheiro-MA. Enquanto a competição acontecia, mais dados sobre adversários e possíveis adversários eram coletados. A partir daí, a equipe do centro de análises precisou se separar e as funções foram divididas.

Gabriel Magalhães e Gabriel Pereira acompanharam os meninos durante toda a Copinha. Enquanto um analisava o material do Timão, o outro era responsável pela análise do material oponente. Na base do CADI², os outros rapazes ficaram encarregados de coletar dados e enviar aos ‘’Gabrieis’’, que os pediam dos estádios de Taubaté e Barueri. Além disso, também era necessário filmar os jogos dos prováveis antagonistas nas próximas fases da competição.

Gabriel Magalhães conta que o trabalho era feito praticamente 24 horas por dia. ‘’Teve dias que o Osmar bateu no nosso quarto uma hora da manhã para tirar dúvidas, pois queria arrumar o vídeo que seria passado aos jogadores no outro dia’’, explica.

Os vídeos continham informações solicitadas ao CADI² pelo técnico Osmar Loss, que, inclusive, colaborou para que alguns deles fossem feitos, numa parceria inédita até então. Depois da análise de Osmar, e junto ao feedback de jogos anteriores, onde se discutia sobre os erros e os acertos, o vídeo do próximo adversário era exibido um dia antes, sempre explorando os defeitos e virtudes de cada um deles.

Sobre a existência da possibilidade de se passar informações específicas a um ou outro garoto, Gabriel comenta: ‘’Quando havia necessidade, chamávamos alguns jogadores em particular’’, e ressalta: ‘’Sempre com o aval da comissão técnica, é claro.’’

Acerca da ligação entre o CADI² e o Centro de Inteligência do Futebol do Corinthians, o CIFUT, responsável pelos dados da equipe principal, Gabriel conta que o maior entrave se dá pelo fato dos jogos da base não passarem na TV, como acontece com o profissional, algo que dificulta as análises do adversário.

Ainda sobre essa dificuldade, Gabriel relembra que o gol de pênalti marcado por Carlinhos contra o Pinheiro não foi resultado de nenhuma orientação embasada em dados, já que pouco se sabia a respeito dos jogos da equipe maranhense.

Apesar do aspecto negativo, o coordenador ressalta o ponto em comum entre a base e o time principal: ‘’O nosso trabalho aqui é bem próximo daquilo que é feito no profissional, pois, assim como lá, o objetivo é vencer’’, finaliza.

Resolvi ‘’inaugurar’’ minha coluna com esse tema porque, além de acreditar fielmente na força da base e estar sempre ligada no que acontece por lá, confesso que não conhecia quase nada a respeito do trabalho de inteligência do futebol realizado no clube - e principalmente nas categorias inferiores.

Nesta coluna, pretendo compartilhar com vocês um pouco da minha opinião a respeito dos assuntos da base, mas, principalmente, muita informação sobre o que acontece no Terrão. Espero que curtam e embarquem nessa comigo.

Um beijo, e vai Corinthians!

Veja mais em: Base do Corinthians.

Coluna da Rafaela De Oliveira

Por Rafaela De Oliveira

Acadêmica em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e de olho na base do Corinthians.

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