Um futebol sem ataque e sem gols

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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Um futebol sem ataque e sem gols

Méndez: muito trabalho na lateral direita

Foto: Reprodução TV

1) Elogiei aqui a postura do Corinthians diante do Flamengo, na segunda partida das oitavas de final da Copa do Brasil. Destaquei o esforço dos comandados de Carille, mas também a fragilidade e a ineficácia de seu ataque.

2) Nesta noite, em Santos, o Corinthians novamente não foi capaz de balançar as redes adversárias. É o terceiro jogo seguido sem anotar um único tento. Antes, contra o Cruzeiro e o mesmo Flamengo, também não tirou o grito de gol da garganta do torcedor.

3) Neste mesmo ano, já houve jejum semelhante, numa sequência de jogos contra Ceará, Santos, São Paulo e Chapecoense.

4) Quem analisa a tabela do Brasileirão, percebe que o Corinthians só anotou sete gols, marca idêntica a de São Paulo e Vasco. Piores do que a trinca, somente CSA e Avaí, firmes na corrida rumo à Série B.

5) Se o Santos é o time que mais finaliza neste Brasileiro, o Corinthians é o pior neste quesito.

6) Não foi diferente nesta quarta-feira na Vila Belmiro. A esquadra peixeira finalizou 16 vezes a gol; o Corinthians, duas vezes. Diretamente à meta inimiga, os mosqueteiros não mandaram bola nenhuma. Zero!

7) Dominado, o Corinthians teve menos posse de bola: 56% a 44%. Acumulou também menos passes certos: 382 da turma da Baixada contra 323 dos alvinegros da capital. Nos passes errados, vitória dos visitantes: 53 nossos, 32 deles.

8) Mais uma vez, o time de Carille tentou adotar uma postura excessivamente defensiva, sem velocidade e articulação nas jogadas de contra-ataque. A marcação baixa e sem pressão facilitou a vida dos atletas da Vila.

9) Avelar sofreu com as tramas de Marinho e Victor Ferraz na esquerda do setor defensivo. No miolo de zaga, Manoel e Henrique viravam-se no tradicional chutão. Na direita, o improvisado Bruno Méndez aguentou o quanto pôde as investidas do lépido Soteldo. Um Júnior Urso lento e um Jadson sem inspiração marcavam a "nhaca" do meio de campo, onde se destacava o sempre raçudo Ralf.

10) O gol de Sasha ocorreu aos 14 minutos da etapa derradeira, mas não se viu reação apropriada do time de Carille. Até os 51 minutos, o ataque de atuação pífia, com um isolado Vagner Love, não levou grande perigo à meta santista, exceto em uma falta frontal, mal cobrada pelo ineficiente Clayson.

11) O Corinthians vai para as férias da Copa América com o gosto amargo de mais uma derrota na Vila Belmiro. Que o técnico corinthiano repense sua estratégia. Falta ao time segurança na zaga, inspiração no meio de campo e eficácia nas conclusões. A rigor, carecemos também de pegada na marcação e celeridade na saída de bola. Que façamos um segundo semestre melhor.

Veja mais em: Corinthians x Santos.

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Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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