Pizza é dez

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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Pizza é dez

Lágrimas felizes na noite fria

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Um) O trem alvinegro do Metrô serpenteia pela zona leste, fria em 14 graus. Nas quebradas, o povo celebra atrasado o São João.

Dois) Quase ninguém se lembra do último jogo de Brasileirão contra o Santa Cruz. Foi em 2006. Vencemos por 1 a 0, no Pacaembu, com gol de Marcelo Mattos. Caramba, manos e minas: Fágner atuou naquela partida.

Três) A Fiel talvez já tenha se esquecido, mas o Santinha é o time do povão mais humilde em Pernambuco. Tem algo em comum conosco. Em tempos recentes, desceu aos porões da Série D e, com muito esforço, reconquistou um lugar na Série A. Tem valor!

Quatro) Bomba! Mas não é a PM. É festa junina em Itaquera. Um balão que carrega um sinalizador passa silencioso atrás do Setor Sul da arena.

Cinco) Na primeira etapa, Marquinhos Gabriel e Uendel pintam e bordam pela esquerda do ataque corinthiano. Victor sofre. Por ali, constrói-se o sucesso corinthiano.

Seis) Luciano chora depois de estufar o barbante. Por um tempo, a gente esquece que o Timão procura um centroavante. Depois, Romero decreta o 2 a 0. O paraguaio pode ser limitado, mas é garra o tempo todo, dedicação e empenho.

Sete) Pô, Cassio, o que se passa? Contra Botafogo e Atlético MG podia ter sido melhor. Desta vez, comete um erro gravíssimo que propicia o gol do visitante. Depois disso, a torcida passa a gritar de medo em todo lance que envolva o arqueiro. Assim, os zagueiros preferem bicões para a lateral do que atrasar-lhe a pelota.

Oito) Depois deste gol, o jogo facílimo se torna complexo. Há nervosismo, no campo e nas arquibancadas. Keno passa a oferecer problemas para Fágner, em avanços seguidos pelo setor direito da nossa retaguarda. Terminamos comemorando uma divida entre os dois, que nos gera um tiro de meta. Enfim, acaba. Vitória magra, mas importante. O fator casa é fundamental para este novo Corinthians. Em 73 jogos em Itaquera, são 55 vitórias, 14 empates e apenas 4 derrotas, com aproveitamento de 81,7% dos pontos disputados. No velho Pacaembu, fizemos 65% dos pontos em disputa.

Nove) O entorno da Arena Corinthians é um animado shopping popular. Cerveja, vinho quente, pernil (este não pode faltar), camisa, bandeira, boné e gorrinho. A menina friorenta que ergue a faixa "caiu em Itaquera, já era" veio de Ferraz. Se conseguir vender mais de 30 unidades, vai receber 50 reais do contratante. Mas nesta feira noturna há também relógios que emulam o distintivo (de 30 reais por 20 reais), minions corinthianos e até uma coleção bacana de oito chaveiros que reproduzem os símbolos do Timão, vendida por 10 reais.

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Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

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