'Inércia' e 'multas baixas': desmanche do Timão causa pressão interna em Andrade
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Por Meu Timão

Roberto de Andrade diz não poder evitar saída de jogadores
Agência Corinthians
Em meio a um desmanche da equipe campeã brasileira de 2015, a diretoria do Corinthians inicia o ano de 2016 sob pressão de conselheiros de oposição e até situação. Multas rescisórias dos jogadores consideradas baixas e suposta inércia de Roberto de Andrade e seus diretores diante de propostas do exterior esquentam os bastidores alvinegros.
Após perder Ralf, Jadson e Renato Augusto para clubes chineses e Vagner Love para o futebol francês, o presidente Roberto de Andrade tem adotado discurso de que nada pode fazer para impedir a saída de jogadores. Conselheiros questionam tal posição e culpam a gestão Renovação e Transparência pela assinatura de contratos "frágeis". O grupo político encabeçado por Andrés Sanchez está à frente do clube desde o fim de 2007.
“De todas as partes envolvidas nas negociações, a única que saiu prejudicada foi o Corinthians. Faltou planejamento. O presidente reclamou que os chineses não falam com ele. Claro, não precisam conversar com o clube porque as multas dos nossos jogadores são baixas”, afirmou Osmar Stábile, conselheiro oposicionista, ao Blog do Perrone, do UOL.
“Uma vergonha o desmanche que está acontecendo no Corinthians, principalmente pelo profissionalismo dos empresários envolvidos e pela inércia da diretoria e de funcionários do futebol com a situação. Venho como um bobo, faz tempo, denunciando essa ação entre amigos que está acontecendo no Corinthians”, escreveu o conselheiro Fran Papaiordanou em seu perfil no Facebook.
Outra questão que também movimenta os bastidores do Parque São Jorge é a contratação sucessiva de jogadores ligados a Fernando Garcia, irmão do oposicionista Paulo Garcia. Situacionistas e oposicionistas estudam ir ao Conselho Deliberativo pedir explicações acerca da proximidade entre a atual diretoria e o empresário.