Após ofícios, Andrés Sanchez concede entrevista e reafirma: 'Se quebrarem o vidro não tem jogo!'
49 mil visualizações 339 comentários Reportar erro
Por Rodrigo Vessoni, no CT Joaquim Grava

Andrés Sanchez em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava
Rodrigo Vessoni
Após enviar ofícios ao São Paulo e aos órgãos competentes, como revelado pelo Meu Timão, a diretoria do Corinthians veio a público reafirmar que a equipe não entrará em campo se um dos vidros do ônibus for quebrado na chegada ao Morumbi - duelo com o São Paulo, pela final do Paulistão, neste domingo.
Leia também:
Sorteio da Copa do Brasil deve adiar início da troca de gramado na Arena Corinthians
CBF sorteia, e Corinthians encara Chapecoense na próxima fase da Copa do Brasil
Danilo Avelar é liberado, e Carille fecha parte do treino no CT do Corinthians
O aviso foi dado na manhã desta sexta-feira pelo presidente Andrés Sanchez, em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava.
"Todas as vezes que nós vamos jogar lá o ônibus é apedrejado. Uma quebra o vidro, outras não. Se quebra, pode machucar. Sempre fomos muito bem tratados no Morumbi, mas o problema é a chegada, aqueles irresponsáveis. Mandei (ofícios) para a Federação, o Ministério Público, a Polícia Militar e ao São Paulo. A Polícia sempre deu o melhor apoio possível, mas tem que acabar, gente. É um absurdo", afirmou o mandatário, que completou:
"Se quebrarem o vidro, o Corinthians não joga. Pode dar WO, fazer o que quiser. Tem que acabar. Por isso que eu estou avisando antes. Estou avisando: se quebrarem o vidro do ônibus do Corinthians, o Corinthians não entra em campo", avisou.
Andrés Sanchez foi questionado sobre uma possível desistência do jogo causar algum tipo de revolta na torcida do São Paulo. A resposta foi curta e grossa:
"Isso não é problema meu, é problema das autoridades, não é problema do Corinthians", afirmou.
No último Majestoso disputado no Morumbi, válido pelo Brasileirão 2018, o ônibus foi alvejado por pedras e latas de cerveja. O preparador Leandro Idalino e o supervisor André Dias foram os mais prejudicados, já que a janela onde ficavam suas poltronas ficou estilhaçada.
O mesmo ocorreu no penúltimo clássico no estádio, no início do ano anterior, com o veículo que levou a delegação ao Morumbi mais uma vez bastante hostilizado na chegada.