Fechou o tempo para Mano Menezes no Timão

Fechou o tempo para Mano Menezes no Timão

Mano comanda o time sob chuva. Desculpas do treinador pegaram mal

Mano comanda o time sob chuva. Desculpas do treinador pegaram mal

Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians

POR: Lucas Bettine

Mano Menezes não está na corda bamba, com um pé fora do Corinthians ou sob risco de demissão. A diretoria ainda aposta no trabalho dele, mas uma coisa é fato: ninguém gostou de suas declarações depois da eliminação no Campeonato Paulista.

A cúpula alvinegra se reuniu com o treinador na manhã desta segunda e deixou claro que ele tem de falar menos em situações como essa. Ou melhor, ser mais político ao dar as declarações. O mesmo vale para o atacante Romarinho.

O principal motivo de irritação foi em cima da insinuação feita pelo treinador sobre uma possível derrota proposital do São Paulo para o Ituano. Ao dar uma importância maior para isso do que para as atuações do Corinthians, Mano passou a impressão de querer colocar a culpa nos outros. Boa parte da torcida se manifestou contra essa atitude nas redes sociais. No entendimento da diretoria, transmitir a culpa foi bastante prejudicial à imagem do clube.

'Eu digo para não envolvermos uma coisa com a outra. O problema da não classificação foi do próprio Corinthians. Agora, temos de ver onde erramos e não errar mais. Perdemos quatro seguidas no começo do Paulista', disse o gerente de futebol alvinegro, Edu Gaspar.

Ele, aliás, fez questão de frisar que a opinião do Corinthians era totalmente contrária. 'Sei que o Mano e o Romarinho (outro que acusou o São Paulo de ter entregue) estavam de cabeça quente, mas a opinião do Corinthians não é essa. Hoje (ontem), depois de refletir melhor, venho dizer que a questão é assumirmos os nossos erros', completou. 

olhar para a frente/ Outro ponto da entrevista de Mano Menezes que desagradou à diretoria foi a seguinte frase: 'Ninguém queria meter a mão na massa, para não ficar com o ônus. Cheguei para fazer as modificações'. 

Alguns conselheiros viram a declaração como uma forma de crítica ao trabalho de Tite e à diretoria de futebol. Mais uma vez, passando a culpa para os outros. Desnecessário para quem ainda não mostrou bom trabalho na volta...

'Temos de estar atentos, sim. Isso (eliminação precoce) não foi normal. Não estávamos esperando. Essas quatro derrotas atrapalharam. No Brasileiro e na Copa do Brasil, isso não poderá acontecer', completou Edu Gaspar.

A demissão ainda é uma hipótese descartada pela diretoria, mas é bom Mano abrir o olho -; ou fechar a boca -; se quiser ter sucesso no clube.

Falou o que quis, ouviu o que não quis

1] Dar desculpas não funcionou 

A diretoria esperava um trabalho melhor e ver o treinador jogando a culpa no São Paulo soou como uma grande falta de senso de realidade.

2] Olhar para trás é algo impensável

Mano reclamou da demora na reformulação, criticando, assim, Tite e até a diretoria de futebol. Para os cartolas, esse assunto tem de ser interno.

3] Não se minimiza o Paulista no Timão

O clube é o maior vencedor do torneio, com 27 títulos, e se orgulha disso. Mano tratou a eliminação como nada 

demais e foi repreendido.

opinião: Plínio Rocha,  editor assistente de Esportes do DIÁRIO

Acertos e erros nas palavras de Mano

Mano Menezes podia até estar com a cabeça quente, depois do jogo contra o Penapolense, para sair falando o que falou. Mas não tinha cabimento, mesmo, colocar parte da culpa da não classificação do Corinthians no São Paulo. Por outro lado, ele está certo quando cita a tal reformulação no elenco, que foi feita com atraso. Era uma das missões dele no primeiro semestre e, aqui, a culpa nem é tanto do treinador. O que não dá é usar mais isso como desculpa. Mano é bom e tem a cara do Timão. Daqui para a frente, tem de trabalhar ainda mais.

entrevista coletiva: Edu Gaspar - Gerente de futebol do Corinthians

‘Quero deixar claro que sabemos onde erramos’

O que o Corinthians achou das declarações do Mano e do Romarinho sobre uma possível entrega do São Paulo?

EDU GASPAR: Já estive dentro do campo e falei coisas de cabeça quente. Ficamos chateados em eliminações, mas não devemos nos apoiar nisso. Quero deixar claro que sabemos onde erramos e vamos fazer de tudo para corrigir.

E quais foram os erros?

A oscilação foi o grande ponto. Treinador novo, jogadores novos, não existe varinha mágica para chegar e já sair jogando. Demora um tempo. Com oscilação menor, poderíamos estar classificados.

Como estará a cabeça dos jogadores para o jogo de domingo, que ainda valerá a permanência do Atlético Sorocaba na Série A-1?

A partir do momento em que você coloca a camisa do Corinthians, tem de fazer o melhor possível e é isso o que vamos fazer no domingo.

Com a eliminação precoce no Paulista e sem Libertadores, o clube terá dinheiro para qualificar o elenco?

Esse é o trabalho da diretoria. Correr atrás e negociar com os melhores. Temos de ficar atentos e viabilizarmos isso.

Emerson Sheik também é alvo de críticas da diretoria

Não foi só Mano Menezes que teve de ouvir uma bronca da diretoria corintiana. Já que o dia estava para puxões de orelhas, o atacante Emerson também teve a sua puxada. E de maneira pública.

O clube não está satisfeito com o jogador, de 35 anos. Com contrato até o meio do ano que vem e salário em torno de R$ 500 mil, o atacante está sendo um peso financeiramente. Principalmente por constantemente estar fora de combate.

'Sabemos que, em condições, ele pode ajudar, mas temos de nos cobrar. Eu sou 

cobrado pelo presidente Mario Gobbi, o Mano é cobrado por imprensa e diretoria... Os atletas também precisam ser cobrados. Todos nós temos responsabilidades e é isso que estamos pontuando', disse Edu Gaspar.

Apesar de não dar muitos detalhes sobre o futuro do atacante, Edu negou uma troca por André, do Atlético-MG, mas deixou o futuro em aberto. 'Não vou negar que o Emerson foi extremamente importante para nós. Foi um líder e ainda está sendo. Mas o clube continua.'

Fonte: Diário de São Paulo

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