Do Tolima ao Mundial: Tite revive o melhor e o pior momento no Corinthians

Do Tolima ao Mundial: Tite revive o melhor e o pior momento no Corinthians

Por Meu Timão

Tite comemora o gol de Paolo Guerrero, que garantiu o título mundial ao Corinthians

Tite comemora o gol de Paolo Guerrero, que garantiu o título mundial ao Corinthians

Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Atual líder do Campeonato Brasileiro, Tite já passou por altos e baixos no comando do Timão. Em 2011, pouco tempo depois de assumir a equipe alvinegra pela segunda vez, o treinador teve de suportar as críticas pela derrota para o desconhecido Tolima, da Colômbia – o revés causou a eliminação precoce do Corinthians na primeira fase da Libertadores. Quatro anos depois, ele mantém a lembrança viva na memória.

“Eu tô na beira do campo, dá o gol e olho os refletores do estádio. Digo assim: ‘Não é possível, cara. Eu voltei com a possibilidade de realizar um trabalho que eu não tinha tido a oportunidade antes, saí de um centro pra disputar e na primeira derrota acabou meu trabalho, acabou meu ciclo’”, relembrou Tite, durante participação no programa “Resenha ESPN”, da ESPN Brasil.

Para o comandante, sua permanência no Timão foi bancada somente por Andrés Sanchez, então presidente do clube. “Só sustentado porque teve um cara muito corajoso, visionário, que eu tenho uma gratidão muito grande, que é o Andrés”, declarou o treinador, que foi mantido no Parque São Jorge e liderou o time alvinegro à conquista do pentacampeonato brasileiro.

No ano seguinte, Tite viveria o ano mais vitorioso de sua carreira. Com ele à beira do gramado, o Corinthians se sagrou campeão invicto da Copa Libertadores da América sobre o Boca Juniors, da Argentina. Já no final da temporada, levou o Timão até o Mundial de Clubes da FIFA, no Japão.

Após garantir a classificação à final contra o Al-Ahly, do Egito, a formação paulista disputou o título com o Chelsea, da Inglaterra. “Eu cabeceei junto com o Guerrero essa bola. E eu saí pra vibrar, quando tô na metade do caminho, digo: ‘Para. Calma, concentra de novo porque tem mais uns 30 minutos, tenho que ficar voltado pro jogo’”, contou.

“O nível de concentração nesse jogo tem que ser extremamente alto, beirar a excelência. Eu vibrei, daqui a pouco parei: ‘Deu’. Só parei com meus dois filhos, minha esposa e com meu irmão. Aí caiu a ficha, quando peguei a taça do Mundial e olhei pra eles, cara... Isso daqui é um momento mágico da vida”, completou.

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