Incomodado, Cristóvão abre o jogo e comenta 'sombra' de Roger

Incomodado, Cristóvão abre o jogo e comenta 'sombra' de Roger

Cristóvão Borges comandou o treino desta sexta-feira, o último antes do clássico

Cristóvão Borges comandou o treino desta sexta-feira, o último antes do clássico

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Há menos de três meses no comando técnico do Corinthians, Cristóvão Borges já convive com as críticas da torcida e a incerteza da continuação do seu trabalho. Em entrevista sincera após o treinamento desta sexta-feira pela manhã, no CT Joaquim Grava, o treinador comentou o momento de pressão no Parque São Jorge e voltou a demonstrar incômodo com o “exagero” de parte dos torcedores e da imprensa.

“Pressionado estou desde que cheguei. Sou pressionado. Então eu vivo a pressão. O jogo é amanhã (sábado) e não tem diferença quanto a isso, continua a pressão. Quando eu aceitei vir para cá entendi o que era a responsabilidade, o momento. Não esperava os exageros, as coisas fora do normal. Passou-se do ponto. Mas aqui é pressão mesmo”, afirmou Cristóvão Borges.

O Timão não vence há dois jogos e, após ceder o empate ao Coritiba na noite de quarta-feira, deixou o G4 do Campeonato Brasileiro. Não o bastante, a equipe alvinegra tem clássico marcado com o Palmeiras neste sábado, na Arena Corinthians, às 16h (de Brasília). Um desafio e tanto para quem já sente as cobranças de 30 milhões de corinthianos por bons resultados.

“Meu cargo, meu trabalho e o momento de transição que o clube vive, é tudo pressionado. Faz-se comparação com 2015, e há certa distância. Mas a cobrança é a mesma para aquela equipe de lá e essa, que está sendo montada. Não muda, e tenho que saber conviver com isso. Por isso as coisas de fora não tiram meu sono, me desequilibram, porque tenho que estar focado em dar resultado. Ainda bem que tenho muita gente que me ajuda, minha retaguarda nos departamentos. A pressão é muito grande, mas a condição de trabalho é muito boa”, acrescentou o treinador, que evidenciou o descontentamento com a oscilação do time dirigido por ele.

“Me incomodam as coisas internas. Coisas externas eu sei da minha responsabilidade e ela é grande, sou concentrado no meu trabalho. E tenho muito trabalho, muita coisa para fazer. No meu trabalho, sim, tem coisas que me incomodam. Por exemplo, os erros que estávamos cometendo em jogar um tempo maravilhoso e outro bem diferente, isso me incomoda muito, e conversamos para corrigir. Primeiro tempo contra o Santos mostramos potencial de alto nível, e acho que precisamos manter”.

Logo após o 1 a 1 no Couto Pereira, Cristóvão Borges tomou conhecimento da demissão de Roger Machado, agora ex-técnico do Grêmio. O treinador gaúcho chegou a ser convidado pelo presidente Roberto de Andrade para suceder Tite no Timão, mas optou por permanecer no Rio Grande do Sul. Com o concorrente livre no mercado, o baiano de 57 anos garante ter respaldo.

“Tenho. Não me sinto sozinho, não. Minha recepção aqui, e a acolhida que tive e tenho, foram especiais. Qualquer coisa vai depender daquilo que eu conseguir fazer, e por isso foco no meu trabalho. É minha direção. Me sinto acolhido, respeitado, e é importante ressaltar algo importante aqui: sou avaliado pelo meu trabalho, independente de pressão, redes sociais, tudo. Não é em todo lugar que tem isso, aqui no Corinthians tem”, frisou o comandante, já projetando o comportamento da torcida no Dérbi do fim de semana.

“Vai ser normal. O futebol gira em torno de resultados, então vai depender de como vamos nos apresentar. A torcida vai lá ver o Corinthians jogar bem e ganhar, é o desejo do torcedor e nosso também. O que o torcedor quer é o que queremos, que a equipe seja definida, que jogue bem, e junto com isso conseguir resultados”, finalizou.

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