Presidente do Corinthians fala sobre violência da polícia carioca e interdição da Arena

Presidente do Corinthians fala sobre violência da polícia carioca e interdição da Arena

Por Meu Timão

Roberto de Andrade não negou chance de contratação de novo treinador em 2016

Roberto de Andrade não negou chance de contratação de novo treinador em 2016

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O presidente Roberto de Andrade quebrou o silêncio a respeito do episódio envolvendo torcedores do Corinthians e polícia militar do Rio de Janeiro. Em entrevista concedida nesta sexta-feira, no CT Joaquim Grava, durante apresentação de Flávio Adauto como novo diretor de futebol, o mandatário do Timão reiterou o posicionamento adotado pelo clube de combate à violência policial e e de punição apenas aos envolvidos na briga que antecedeu a partida contra o Flamengo, no Maracanã, no último domingo.

"Sou contra a violência em qualquer ponto. Pedimos que punam os que cometeram delito. Os que estão presos, não podemos dizer se cometeram ou não. A justiça tem de ver se tem alguém preso injustamente. Sobre a nota, houve exagero com todos os torcedores. Não era justo que 3 mil corintianos fossem presos, sem camisa, detidos até 22h, sofrendo ameaça. Uma ação não pode haver reação", disse, se referindo à revista pós-jogo nas arquibancadas.

"A nota (oficial do Corinthians) diz isso, que se puna quem cometeu. O confronto foi antes do jogo. Tiveram duas horas para definir quem foram as pessoas e retirar. Não precisava deixar as pessoas presas sem camisa, tem relatos de pessoas dizendo o que sofreram. Não estou dizendo que é injusto, mas não quero que se cometa outra agressão a quem não fez nada. A quem brigou, existe lei", completou.

Fato é que, até o momento, as únicas medidas tomadas a respeito do episódio de domingo foram a prisão preventiva de 31 corinthianos por suposto envolvimento no confronto com policiais e a punição do Superior Tribunal de Justiça Desportiva às organizadas alvinegras e ao Corinthians, que teve o setor Norte de seu estádio interditado.

"Sei que alguns extrapolaram. Li hoje que no Brasil se assassina uma pessoa a cada 9 minutos. Isso é mais que qualquer guerra no mundo. Querem imputar isso ao futebol. Se alguns cometem crime, tem de puni-los, mas não adianta tirar meu ingresso da arquibancada, punir o clube. Acredito na justiça. Mas que se punam as pessoas certas. Um rapaz diz que nem no estádio estava", afirmou, lembrando o caso do torcedor André Tavares, que, conforme relatado pelo Meu Timão, nem mesmo estava no estádio na hora da briga.

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