Pai outra vez, Paulo Roberto comemora adaptação ao Corinthians e avisa: quer titularidade

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Paulo foi apresentado como reforço do Corinthians nos Estados Unidos

Paulo foi apresentado como reforço do Corinthians nos Estados Unidos

Daniel Augusto Jr./Ag.Corinthians

A ligação entre Corinthians e Paulo Roberto, uma das oito contratações do clube para a temporada, é antiga. A começar pela esposa Bárbara, por exemplo, fanática pelo Timão e com quem tem uma filha, Valentina, de apenas dois anos – também corinthiana. Mas se engana quem acredita que as coincidências envolvendo o experiente volante e a equipe do Parque São Jorge, que o trouxe por empréstimo do Osasco Audax até dezembro, param por aí.

Paulo Roberto formou dupla titular de volantes com Paulinho, ídolo da torcida alvinegra e campeão da Copa Libertadores da América e do Mundial de Clubes pelo Corinthians. Em 2008, os dois levaram o Pão de Açúcar, time no qual o hoje jogador do Timão iniciou a carreira, ao título do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o equivalente à Série A4 do Estadual.

Cerca de seis anos depois, o meio-campista voltaria a cruzar caminho com o time da Zona Leste de São Paulo. Naquele lembrado 18 de maio de 2014, data do primeiro jogo oficial da Arena Corinthians, Paulo ajudou o Figueirense a surpreender a equipe de Mano Menezes e os 36.123 pagantes que assistiram àquela amarga derrota por 1 a 0. Detalhe: gol marcado por Giovanni Augusto, outro velho conhecido do meio-campista.

Em entrevista ao Meu Timão no CT Joaquim Grava, o mineiro Paulo Roberto, de 29 anos, recorda o começo de sua trajetória no futebol, a parceria com Paulinho no extinto Pão de Açúcar (atual Audax), o 2016 de altos e baixos no Sport e a rápida adaptação ao Corinthians, tido por ele como principal desafio da carreira.

O veterano, inscrito por Fábio Carille no Campeonato Paulista e relacionado para a estreia na Copa do Brasil, nesta quarta-feira, contra a Caldense, também revela: o Timão está prestes a ganhar um novo torcedor – ou torcedora, assim como Valentina.

Paulo Roberto estreou na goleada por 4 a 1 sobre o Vasco, pela Florida Cup

Paulo Roberto estreou na goleada por 4 a 1 sobre o Vasco, pela Florida Cup

Daniel Augusto Jr./Ag.Corinthians

Confira a entrevista completa com Paulo Roberto

Meu Timão: Como está sendo essa adaptação ao Corinthians? Você é um cara que chegou ainda desconhecido e, depois dessas três partidas que fez, a torcida está te vendo com outros olhos. Você também enxerga assim?

Paulo Roberto: Enxergo sim, cara. A minha adaptação foi muito boa porque eu cheguei e fui muito bem recebido pela diretoria, pela comissão técnica, pelos jogadores. Isso facilita tanto no entrosamento fora de campo como dentro. Eu devo muito a ter ido bem nessas três partidas ao conjunto e ao que o grupo me ofereceu.

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Como foi essa primeira relação com os novos jogadores? Estamos ouvindo muito deles que o clima mudou, está mais leve. Você sentiu isso também?

Não tem como eu saber se mudou ou não porque eu não estava aqui no ano passado, né? Eu sei que o clima está muito bom, cara. Estamos muito empolgados com o que a gente vem fazendo, com o que o Carille vem passando pra gente, a gente vem se esforçando pra entender o jogo dele e isso vem trazendo coisas boas pra gente. Um ótimo treinador, um ótimo grupo, num clube com essa estrutura, essa liga tende a dar muitos frutos.

Falando um pouquinho sobre o Carille, há diferença para o jogador ser treinado por um técnico mais “cascudo” e por um cara como ele, que está chegando agora, que precisa se provar para a torcida?

Olha, para fora do grupo eu não sei, agora a gente não vê diferença. Ele é o treinador, ele é o cara que comanda a equipe, então o respeito é igual. É um cara que está começando agora e tem muito a crescer no futebol porque entende muito de desempenho tático, desempenho técnico. Então, como eu disse, com a comissão e jogadores todos unidos, temos muita coisa boa para colher.

Queria falar do início da sua carreira. Sei que você é de Lavras-MG, mas começou a jogar na base no Juventus-SP. Como você veio para São Paulo?

Na verdade, não foi bem o Juventus, foi o Pão de Açúcar que, na época, fez uma parceria com o Juventus para disputar o Paulista. Isso foi em 2005, assim que cheguei aqui. Disputamos o Paulistão de 2006 pelo Juventus e foi bem bacana. Foi um teste que eu fiz na minha cidade, em um ano ir para um clube e já disputar o Paulista da primeira divisão, foi muito bacana, cara. O meu começo foi bem assim, passei num teste na minha cidade, vim para cá, fui bem e com a parceria com o Juventus a gente fez o Paulista.

Sempre como primeiro volante ou chegou a jogar em outra posição?

Não, eu joguei um curto tempo de lateral-direito, mas bem pouco. Na maioria da minha trajetória, foi de volante mesmo.

Paulo e Pedro Henrique conversam durante treino do Timão

Paulo e Pedro Henrique conversam durante treino do Timão

Daniel Augusto Jr./Ag.Corinthians

No mesmo Pão de Açúcar, você fez parceria com um cara que é idolatrado pela torcida do Corinthians que é o Paulinho, um jogador que tem uma trajetória parecida com a sua, também chegou desconhecido por aqui...

Eu acompanhei bem de perto, cara, porque a gente jogou bastante tempo na base do Pão de Açúcar, do Audax, e nós éramos muito parceiros, muito amigos. Quando ele veio para cá, sempre voltava no clube pra conversar e estávamos sempre próximos. Sei que foi um período difícil pra ele, você sair de uma equipe que não tem tanta história, tanto peso, tanto nome quanto o Corinthians, e vir para cá é complicado, mas ele se deu muito bem. Aí o resto todo mundo já sabe.

Vocês ainda mantêm contato?

Não, não, faz tempo que não converso com ele. Quando a gente se tromba, se esbarra, a gente conversa, mas faz um tempinho que não falo com ele.

Você participou de uma data histórica do Corinthians que foi a estreia da Arena, pelo Figueirense. Tem um gosto especial, depois de tudo que passou, vestir a camisa do clube e retornar à Arena?

É especial, foi um momento que a gente não esquece, a inauguração de um estádio, estádio do Corinthians, um momento bacana do clube, a gente poder estar estreando. Entrou para a história! Todo mundo que falar desse jogo vai se lembrar dos jogadores que estavam ali e eu fico feliz de ter feito parte disso.

Você chega ao Corinthians num momento em que a torcida pega muito no pé da diretoria sobre as categorias de base, que o clube não aproveita os garotos como deveria. Você vai disputar posição com Marciel e o Maycon. É diferente brigar com jogadores mais jovens?

Não, é igual. Aí já parte da comissão, né? Pelo pouco tempo que eu conheço o Carille e a comissão, eles vão dar oportunidade para quem estiver melhor. Então é indiferente para mim. Tanto o cara mais velho e experiente quanto o mais novo vão ter chances iguais de poder estar vestindo a camisa do time titular.

Você joga de primeiro volante, mas também pode fazer a função de segundo, certo? Pudemos ver isso nos últimos treinamentos, você alternando com o Cristian...

Isso. Na verdade, eu comecei como segundo volante e fixei mais como primeiro jogando no Figueirense, peguei alguns treinadores que preferiam que eu ficasse mais. Eu gosto muito de jogar como segundo, mas hoje eu entendo que a minha posição é como primeiro.

Ano passado você estava no Sport e não fez uma temporada tão boa. Qual a principal mudança com que você se deparou, sua maior dificuldade, quando você veio para cá?

Não tive dificuldade, cara. Realmente não foi a minha melhor temporada, mas serviu de aprendizado. Acho que não vejo como dificuldade, vejo como um passo a mais que estou dando na minha carreira. Então fico muito feliz com isso e vou batalhar muito para poder brigar de igual para igual com qualquer jogador e assumir, sim, a posição de titular.

Eu soube que você vai ser papai de novo. É verdade?!

Vou, cara. Minha esposa está grávida, 'gravidíssima' (risos). Eu já tenho uma filhinha, Valentina, e agora ela está um mês e pouquinho, quase dois meses.

Um novo corinthiano também?

Muito corinthiano! Se depender da gente e da minha esposa, principalmente, será corinthiano, com certeza.

Para terminar, quer mandar um recado para a torcida?

Sim, cara, quero agradecer agora aos apoios, às pessoas que vem me mandando mensagens de incentivo e também de cobrança. Eu sei que numa equipe como o Corinthians a cobrança sempre vai existir. Quero dizer que vou me doar ao máximo nos treinamentos, nos jogos, e que a gente tem muito coisa boa para colher esse ano.

Volante participou de jogo-treino contra o Atibaia no CT, na segunda-feira

Volante participou de jogo-treino contra o Atibaia no CT, na segunda-feira

Daniel Augusto Jr./Ag.Corinthians

Paulo Roberto no Corinthians

Jogos disputados: 3
Vitórias: 2
Empates: 1
Derrotas: -
Aproveitamento: 77,78%
Gols do Corinthians: 5 (média de 1.67)
Gols contra: 1 (média de 0.33)
Amarelos para Paulo Roberto: 1
Expulsões de Paulo Roberto: 0

Veja mais em: Paulo Roberto, Copa do Brasil, Paulistão, Fábio Carille e Ídolos do Corinthians.

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