Veto do impeachment deixa vice-presidente do Corinthians em saia justa

Veto do impeachment deixa vice-presidente do Corinthians em saia justa

Por Lucas Faraldo e Rodrigo Vessoni

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Kalil, à direita, foi aliado de Roberto na campanha da chapa Renovação & Transparência

Kalil, à direita, foi aliado de Roberto na campanha da chapa Renovação & Transparência

O Corinthians viverá situações no mínimo atípicas nos próximos dias como decorrência do arquivamento do processo de impeachment contra Roberto de Andrade. Uma delas diz respeito à relação do vice-presidente Jorge Kalil com o atual mandatário do clube.

Nomeado ao cargo por Roberto de Andrade em fevereiro de 2015, no início da atual gestão, Kalil completou quase dois anos no posto sem grande influência nas decisões tomadas pela alta cúpula. Irritado com tal situação, pediu licença de 60 dias no início de dezembro e, na ocasião, detonou a forma como o presidente do clube vinha administrando o Corinthians.

Ao término da votação que determinou falta de evidências para que o impeachment fosse levado à mesa pela presidência do Conselho Deliberativo, o presidente Roberto de Andrade convocou a imprensa para desabafar e comemorar o resultado positivo da batalha política travada ao longo dos últimos quatro meses. Durante a conversa com jornalistas, o mandatário esclareceu a situação de Kalil neste último ano da atual gestão corinthiana.

"O Jorge Kalil é vice-presidente da minha gestão. Se tem algo errado, ele vai entrar aqui amanhã, quarta-feira e vamos conversar. Ele tem obrigação de apontar os erros também para tentarmos consertar", argumentou Roberto de Andrade.

Minutos antes de entrar no Salão Nobre do Parque São Jorge, onde votou secretamente pela aprovação ou não da votação do impeachment, Kalil havia sugerido que a saída de Roberto de Andrade era uma das soluções viáveis para solucionar os problemas vivenciados pelo clube na atualidade.

"A saída de qualquer presidente é sempre traumática. Mas o Corinthians não pode continuar como está hoje. Algum tipo de mudança tem de existir, seja ela com o presidente Roberto de Andrade ou sem Roberto de Andrade. Que seja o melhor e menos traumático para o Corinthians", declarou, em conversa com a imprensa presente na sede do clube.

Veja mais em: Impeachment, Roberto de Andrade e Diretoria do Corinthians.

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