Reunião revela valor da dívida e expõe resultado de auditorias realizadas na Arena Corinthians

Reunião revela valor da dívida e expõe resultado de auditorias realizadas na Arena Corinthians

Por Meu Timão

Auditoria revelou uma série de problemas desde a inauguração da Arena

Auditoria revelou uma série de problemas desde a inauguração da Arena

Foto: Divulgação / Corinthians

Na noite desta segunda-feira, uma reunião do Conselho Deliberativo do Corinthians apresentou números preocupantes sobre a Arena. Realizada no Parque São Jorge, o encontro mostrou o resultado de auditorias realizadas no estádio e do valor atual da dívida. O saldo final do levantamento não é dos melhores para o Timão. Até o início de 2017, o estádio acumula problemas relacionados aos defeitos da obra, coordenada pela construtora Odebrecht - que deixou de realizar cerca de R$151 milhões em reparos.

Junto dos incidentes listados pela auditoria feita pela Claudio Cunha Engenharia e Construções, também discutiu-se a divida do Corinthians pela construção do estado. Considerando juros e encargos até agosto deste ano, o clube deve R$ 1,338 bilhão. A informação é do GloboEsporte.com.

Diante desse valor, a comissão do Conselho Deliberativo do clube sugeriu algumas possibilidades para auxiliar na quitação da dívida. A primeira delas é negociar imediatamente com a Odebrecht a relação entre as dívidas contratadas e os financiamentos. Ou seja, propor que a construtora fique com os CIDs em troca dos cerca de R$ 630 milhões que o Corinthians deve a empresa.

A comissão ainda sugeriu negociar novas formas de empréstimo com a Caixa Econômica Federal, obras no estádio e criação de um departamento de documentação no estádio. Por fim, foi sugerido que o contrato com a Omni, empresa que administra o plano Fiel Torcedor, não seja renovado - o vínculo vai até 2019.

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Já sobre o resultado da auditoria, mais de 30 incidentes foram listados pela Molina & Reis, escritório de advocacia que coordenou o processo de vistoria. Com 36 páginas, o documento entregue deu conta de problemas como um curto-circuito, que quase resultou em incêndio, e a queda de uma placa de mármore. As informações foram obtidas pelo UOL Esporte.

De acordo com a auditoria, o primeiro caso aconteceu em setembro de 2015. O relatório diz que "houve curto-circuito e explosão com o Chiller número 04 na Arena Corinthians, ocasionando princípio de incêndio com considerável quantidade de fumaça, além de danos a equipamentos próximos à área do incidente". O documento ainda especifica o motivo do ocorrido: falha de funcionário. O profissional da Heating & Cooling, empresa que ainda é responsável por esse tipo de manutenção, trabalhava com curso fora de validade para desempenhar a atividade.

Os outros incidente mais graves do período foram a queda de placas de mármore no estádio. Segundo o estudo, foram seis quedas nos últimos quatro anos. A maior delas no dia 18 de outubro de 2016. A queda aconteceu na entrada do elevador 7 no prédio Oeste, minutos depois da passagem de um funcionário pelo local. Por conta disso, o incidente foi classificado "com alto potencial de risco à vida".

Segundo o relatório, o problema com o mármore é decorrente de uma série de vazamentos e infiltrações na Arena. Ao todo, 15 episódios do tipo foram registrados e, na avaliação dos auditores, o "problema pode residir em falhas no procedimento de construção, o que deve ser aprofundado em auditoria de engenharia específica". Uma fonte consultada pelo UOL acredita que os problemas sejam decorrentes da obra para estruturas temporárias na Copa do Mundo. Vale destacar que o relatório acredita que os problemas devam continuar.

Embora tenha levantado tudo que o clube queria, o escritório responsável pela auditoria deixou claro a dificuldade para encontrar os documentos necessários. Durante o relatório, o Molina & Reis criticou a demora para obtenção de contratos e os poucos esclarecimentos prestados pelo Corinthians, que se manifestou sobre os incidentes por meio de nota oficial.

"A respeito dos incidentes apontados em relatório, informamos que os mesmos são tratados caso a caso e corrigidos pela equipe de manutenção predial da Arena Corinthians ou repassados aos responsáveis pelo serviço, executado à época da construção da Arena, para imediata correção. Esclarecemos, ainda, que são incidentes comuns, dada a grandeza do empreendimento, e que não trazem qualquer risco à integridade dos frequentadores da Arena Corinthians", esclareceu o clube.

Do outro lado da moeda, a Odebrecht informou que todos os problemas identificados tiveram suas necessidades sanadas. A construtora ainda garantiu que não recebeu qualquer tipo de chamado sobre obras na Arena Corinthians nos últimos seis meses. Além disso, alegou que a decisão de fazer a auditoria foi única e exclusiva do clube alvinegro.

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