Andrés, sobre banimento de Del Nero: 'Não dá para lutar contra a maré'

Andrés, sobre banimento de Del Nero: 'Não dá para lutar contra a maré'

Por Meu Timão

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O banimento do ex-presidente da CBF Marco Polo Del Nero de todas as atividades ligadas ao futebol, recém-anunciada pela Fifa, motivou o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, a ir à sala de imprensa do CT Joaquim Grava na tarde desta sexta-feira. O dirigente, oposicionista à administração de Del Nero, com quem trabalhou na entidade entre 2011 e 2012, lamentou a situação do futebol brasileiro.

“Vocês nunca falaram que eu fui o primeiro a pedir demissão da CBF. Fiquei dez meses lá e não me enquadrei. É ruim essa decisão, não desejo mal pra ninguém, mas espero que o futebol brasileiro mude. Eu acredito muito, vamos aguardar”, afirmou Andrés Sanchez, em tom pessimista.

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Del Nero foi considerado culpado após investigação de corrupção por recebimento de propina na venda de direitos de transmissões de competições. Além do afastamento vitalício do futebol, o cartola foi multado pela Fifa em 1 milhão de francos suíços (cerca de R$ 3,5 milhões).

A punição ocorre dias depois de Rogério Caboclo ser eleito novo presidente da entidade máxima do futebol brasileiro – ele assume o posto em abril de 2019. Andrés, que já havia adiantado o temor de possíveis represálias pelo fato de o Timão não ter apoiado a candidatura de Caboclo (assim como Flamengo e Atlético-PR), voltou a tocar no assunto:

“É difícil, o único que votou contra, os outros 39 concordaram, tenho que ficar quieto e concordar. Eles não deram golpe, é a regra do jogo. Eu não concordo, mas tenho que me enquadrar nisso e melhorar o máximo possível pro Corinthians. Hoje tem 30 câmeras, vão errar e acertar do mesmo jeito. Espero que troca de jogo, mando de jogo... não é só pênalti, isso é o de menos. O pior é tudo o que envolve o futebol. Nós jogamos três semanas seguidas quinta e domingo. É uma dificuldade”, discorreu.

Sanchez, por fim, lembrou que a saída do Corinthians do Clube dos 13, em 2011, trouxe benefícios às demais equipes de futebol do Brasil. Ainda assim, de acordo com o presidente corinthiano, não há como “lutar contra a maré”. Ao menos não sozinho...

“Quando eu saí do Clube dos 13, a maioria me criticou. O Clube dos 13 era pior que a CBF. Eu não rompi, só tirei o Corinthians. Todo mundo que está no futebol tem que ajudar, mas eu não vou comprar briga sozinho. A experiência me diz que não dá para lutar contra a maré. Não vou me enquadrar, mas não vou lutar contra”, finalizou.

Veja mais em: Andrés Sanchez, Diretoria do Corinthians e Campeonato Brasileiro.

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