Corinthians manifesta repúdio à declaração de Paulo Castilho sobre eleição vencida por Andrés

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Por Meu Timão

Andrés venceu eleição com mais de 400 votos sobre segundo colocado

Andrés venceu eleição com mais de 400 votos sobre segundo colocado

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O Corinthians divulgou nota oficial nesta segunda-feira em que repudia as declarações feitas pelo promotor Paulo Castilho, do Ministério Público de São Paulo, a respeito da eleição vencida pelo presidente Andrés Sanchez no último mês de fevereiro. Na terça-feira passada, Castilho classificou o pleito como “brincadeira de má-fé com o associado”.

A troca de farpas teve início com a conversão em multa da ação que investigava a eleição corinthiana. Laudo pericial apontou que houve diferença de 25 votos entre os que foram apurados após o evento (3.642) e o número de sócios que assinaram a lista de presença (3.617).

Para o Corinthians, “a questão envolvida no referido procedimento investigatório foi encerrada sem discussão do mérito da própria investigação. Assim sendo, as declarações concedidas pelo referido Promotor de Justiça não condizem com a realidade”, diz a nota oficial.

Leia também: Presidente da comissão eleitoral descarta possível fraude nas eleições do Corinthians

A empresa Telemeeting, responsável pela apuração do pleito, foi multada em R$ 5,7 mil a serem pagos pelos funcionários Andrea Mosiici, Enrico Dal Buono e Gabriele Bartolucci. Nenhuma pessoa ligada ao Corinthians teve envolvimento provado na confusão.

“É certo que nas eleições do Corinthians não houve qualquer fraude ou prejuízo quanto ao seu resultado, tendo todo o trâmite eleitoral sido acompanhado, de forma segura, pela Comissão Eleitoral interna, que cumpriu estritamente as normas do Estatuto Social da entidade”, acrescentou o clube – leia a nota na íntegra mais abaixo.

Castilho, por sua vez, não vê assim. Na visão do promotor público, “não foi garantido o sigilo, a lisura do pleito, porque a própria investigação apontou uma série de evidências, de fatos que tiram a credibilidade”, afirmou. “Não tem nenhuma credibilidade essa eleição. Na parte criminal, alcançamos o intento, que era o inquérito policial”, finalizou.

Nota oficial do Sport Club Corinthians Paulista

Pela presente Nota Oficial, o Corinthians manifesta o seu repúdio quanto às declarações prestadas pelo Promotor de Justiça Paulo Castilho, na entrevista coletiva concedida na última terça-feira.

Tramitava perante o Juizado Especial Criminal de São Paulo — JECRIM — investigação criminal instaurada em face da empresa Telemeeting, que realizou as eleições para a Presidência e o Conselho Deliberativo do Sport Club Corinthians Paulista em fevereiro de 2018.

Como noticiado pela imprensa na segunda-feira passada, houve a realização de audiência preliminar conduzida pelo Juiz do JECRIM, com a participação do Ministério Público, representado pelo Dr. Paulo Castilho, o qual propôs transação penal para a extinção do processo, mediante multa, o que foi aceito pela Telemeeting.

Vale dizer: a questão envolvida no referido procedimento investigatório foi encerrada sem discussão do mérito da própria investigação. Assim sendo, as declarações concedidas pelo referido Promotor de Justiça não condizem com a realidade.

É certo que nas eleições do Corinthians não houve qualquer fraude ou prejuízo quanto ao seu resultado, tendo todo o trâmite eleitoral sido acompanhado, de forma segura, pela Comissão Eleitoral interna, que cumpriu estritamente as normas do Estatuto Social da entidade.

Destaque-se, ainda, que foram realizadas perícias que se encontram nos autos do processo, as quais demonstram que não houve qualquer fraude ou alteração do resultado.

A empresa Telemeeting, contratada pelo Corinthians, tem larga experiência em sua área de atuação, tendo realizado diversas eleições dentro e fora do Brasil, inclusive no âmbito público.

A eleição do Corinthians foi, portanto, democrática, transparente e totalmente lícita, sem qualquer risco à sua credibilidade e seriedade. O Presidente eleito obteve ampla margem de vitória, com mais de 400 (quatrocentos) votos de diferença para o segundo colocado.

O Corinthians entende que as palavras do referido Promotor de Justiça são inadequadas e incompatíveis com a realidade da própria investigação e de tudo o que se fez ao longo do processo eleitoral.

Por fim, o Corinthians expressa o seu mais profundo respeito e consideração aos seus associados, bem como a toda a comunidade esportiva e às autoridades de nosso País, assegurando a lisura e a honestidade das eleições realizadas, bem como a segurança jurídica de todo o pleito.

Finalmente, o Corinthians esclarece que estão sendo adotadas todas as medidas legais cabíveis à preservação de sua honorabilidade.

Veja mais em: Eleições no Corinthians, Andrés Sanchez e Presidentes.

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