Rivais em campo e nos microfones, Corinthians e Flamengo são parceiros quando o assunto é grana

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Corinthians se baseou no Flamengo para definir valores com a Caixa e vice-versa

Corinthians se baseou no Flamengo para definir valores com a Caixa e vice-versa

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

O Flamengo quis adiar a primeira semifinal da Copa do Brasil para ter Paquetá, o Corinthians não aceitou e a CBF rechaçou. Os cariocas não gostaram de ver Fagner com chance de atuar nesta quarta, os paulistas rebateram. Eduardo Bandeira de Mello reclamou do árbitro designado e Andrés Sanche respondeu.

Não faltaram rusgas entre os dois clubes de maior torcida do Brasil às vésperas da decisão de uma das vagas na finalíssima do torneio nacional e a promessa é de que elas continuem ao longo das próximas horas. Mas se engana quem pensa que esse é o clima entre as instituições em todos os assuntos. Quando o assunto é dinheiro, os dois são amigos inseparáveis...

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Pouca gente sabe, mas as duas diretorias e os dois departamentos de marketing são parceiros em todas as negociações que envolvem dinheiro. Cotas de televisão, patrocínios, direitos de transmissão no exterior e até placas de publicidade. Esse último é o caso mais recente.

Os dois clubes se juntaram e negociaram a venda das placas de publicidade de seus estádios no Brasileirão a partir de 2019 sem os outros 18 clubes da Série A. O acordo com a empresa Sport Promotion renderá R$ 12 milhões para cada um. Esse valor será mais do que o dobro do que a maioria dos rivais receberá de uma outra empresa (R$ 5,5 milhões), em uma negociação intermediada pela CBF.

O Flamengo estava com dificuldade para aprovar o acordo junto ao seu Conselho Deliberativo. Porém, com a nota oficial do Corinthians que confirmou o acordo em tais termos, a diretoria carioca conseguiu a aprovação que tanto desejava. O objetivo de provar que os paulistas não fechariam por mais foi cumprido.

Um clube também negociou com a Caixa pelo patrocínio máster com base no outro clube. O Corinthians acertou a última vez por R$ 30 milhões sob a promessa do banco de que não pagaria mais do que isso ao Flamengo. Os cariocas aceitaram ficar com menos, mas conseguiram deixar livre a parte de trás do uniforme.

Além da chance de disputar o título da Copa do Brasil, o vencedor da semifinal ainda garantirá a cota mínima da decisão: R$ 20 milhões (para o vice). Um dinheiro que Corinthians e Flamengo jamais negociarão ou serão parceiros...

Veja mais em: Ações de marketing, Diretoria do Corinthians, Copa do Brasil e Andrés Sanchez.

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