Irmãos Mantuan podem entrar para 'clube' restrito a jogar no Corinthians; veja outros casos

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Guilherme, à esquerda, já atuou no profissional; Gustavo, entre Maycon e Pedrinho, tem a primeira chance nesta quarta

Guilherme, à esquerda, já atuou no profissional; Gustavo, entre Maycon e Pedrinho, tem a primeira chance nesta quarta

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Relacionado para a partida do Corinthians contra o Bahia, nesta quarta-feira, na Neo Química Arena, pelo Campeonato Brasileiro, o meia-atacante Gustavo Mantuan pode ser o segundo membro da sua família a entrar em campo pelo time profissional do clube do Parque São Jorge, repetindo uma história curiosa e com alguns registros nos 110 anos de Timão.

O primeiro, como a maioria pode lembrar, foi o lateral-direito/volante Guilherme Mantuan, campeão da Copinha de 2017 pelo time. Ele estreou no último jogo do Brasileiro de 2017, podendo considerar esse título para o seu currículo, e teve grande participação no Paulista de 2018. Foram 28 jogos, uma assistência e vários empréstimos desde então.

Com o auxílio fundamental do Almanaque do Timão e do seu autor, o professor Celso Unzelte, o Meu Timão conta para você quais foram os irmãos (até quatro) que atuaram pelo Corinthians, feito que pode ser igualado caso Gustavo entre em campo nesta quarta-feira.

Gambarotta, Gambinha, Leone e Ítalo

Sim, é isso mesmo. Quatro irmãos da família Gambarotta atuaram pela equipe do Corinthians entre os anos de 1919 e 1933. Dentre os 389 jogos realizados neste período, é raro encontrar um em que ao menos um deles não estivesse no gramado representando uma das linhagens mais corinthianas da história.

Gambarotta, o primeiro, fez 82 gols pelo clube e foi artilheiro do Paulista de 22, o primeiro do tricampeonato protagonizado por ele. Depois, mudou-se para Salvador, onde ajudou a fundar o Bahia, abrindo espaço para o irmão Gambinha, também centroavante. Autor de 94 gols em 115 jogos, foi outro a celebrar um tricampeonato, mas em 1928/29/30.

Leone, lateral esquerdo, fez 50 jogos pelo Timão entre 1923 e 1931, atuando com ambos os irmãos centroavantes. Já Ítalo, o mais novo, atuou apenas em duas oportunidades, entre 1928 e 1929, ambas como volante.

Zé Maria, Marco Ântonio e Tuta

Zé Maria, o Super Zé, dispensa apresentações aos corinthianos. Maior lateral-direito da história do clube, ele tem uma vasta trajetória pelo Timão, onde foi tetracampeão paulista e realizou 598 jogos, sendo o quarto maior da história neste quesito. O que poucos sabem, porém, é que dois irmãos seus também atuaram pelo clube.

Curiosamente, Tuta e Marco Ântonio Rodrigues Alves atuaram juntos em um amistoso contra o América de Rio Preto, em 1970, sem a presença do irmão mais famoso. Marco Ântonio ainda atuou também com Zé, em 1975, substituindo-o no amistoso contra a Ferroviária.

Neco e César Nunes

Muitos sabem que Neco foi o primeiro grande ídolo do Corinthians, grande jogador das décadas 10 e 20 do Timão, mas a história pouco contada é que ele chegou ao Timão levado pelo irmão, César Nunes, um dos jogadores que atuaram no primeiro jogo da história do clube. César foi campeão paulista em 1914 e 1916 com o irmão. Neco ainda levou outros cinco estaduais e teve 243 gols marcados em 297 jogos.

Rivellino e Abílio

Roberto Rivellino, possivelmente o melhor jogador a ter atuado com a camisa do Corinthians em toda a história, não foi o único da família a defender o Timão. Ponta direita, Abílio atuou em amistoso contra a Seleção de Tietê, no interior de São Paulo, em março de 1965. Seu irmão, que já havia estreado no profissional, não participou do embate.

Vaguinho e Plei

Uma das contratações mais acertadas da história do Corinthians, o ponta Vaguinho, terceiro jogador com mais assistências para gol de 1960 para cá com a camisa alvinegra, também atuou com seu irmão. Plei, que chegou a atuar entre os juniores, teve dois jogos como profissional no Timão, em 1978, atuando ao lado de Vaguinho em ambas as vezes.

Rato I e Rato II

José Castelli, o Rato, craque do Corinthians nos anos 20 e técnico do clube em diversas passagens até 1963, está registrado como um dos gigantes da história corinthiana. Além dele, porém, outro Rato também atuou no Timão: seu irmão, Antônio, que fez 23 gols em 64 jogos, dividindo-se entre idas e vindas para a Portuguesa Santista.

Américo e Rogério Fiaschi

Enquanto Américo foi um grande da história alvinegra, presente nos times campeões de 1914 e 1916, seu irmão Rogério fez 27 jogos e 6 gols pelo clube. Sua passagem mais marcante, segundo Unzelte, foi um jogo contra a AA das Palmeiras, no qual ele se recusou a sair de campo ao ser expulso pelo juiz.

Ângelo e Mário Pellicciari

Da dupla, Ângelo foi quem teve a passagem mais relevante, ainda que tenha feito apenas 94 jogos nos seus 11 anos de clube. Os dois são primos de Romeu Pellicciari, um dos grandes jogadores da história do Palestra Itália.

Antônio e Gabriel Peres

Antônio foi titular do Corinthians nos títulos paulistas de 1914 e 1916. Seu irmão, nascido em Buenos Aires, jogou mais de dez anos depois, mas também com sucesso: foi campeão estadual em 1929 e 1930.

Silva e Vanderlei

Silva foi um dos grandes nomes do Corinthians na década de 60, mas, além de sua habilidade e capacidade de criação, teve no clube também a presença do irmão Vanderlei, que atuou em duas partidas na temporada de 1962.

José e Raphael Apparício

Enquanto José fez parte dos quadros históricos do começo da história do clube, protagonista ao lado de Amílcar e Neco, seu irmão Raphael atuou em 17 oportunidades entre os anos de 1919 e 1921.

Solito e Solitinho

Goleiro titular do primeiro título da Democracia, em 1982, Solito teve uma vida toda dedicada ao Corinthians, atuando em 172 jogos nos 11 anos de clube. Na reserva da conquista estava justamente seu irmão, Solitinho, esse último com menos destaque (34 jogos em três temporadas de Timão.

Márcio Bittencourt e Nenê

Figura importante no título brasileiro de 1990 e técnico em boa parte da campanha do Brasileiro de 2005, Márcio Bittencourt também teve o privilégio de atuar brevemente com o irmão Nenê. Ponta esquerda, o jogador menos famoso da família esteve no Timão por três jogos na temporada de 1989.

Zé Elias e Rubinho

Dupla mais recente, o volante Zé Elias e o goleiro Rubinho atuaram pelo Corinthians entre as décadas de 90 e 2000. Ambos oriundos das categorias de base do clube, os membros da família Moedim iniciaram sua trajetória com Zé, em 1993, e, depois de um hiato de alguns anos, continuaram com Rubinho até 2004, quando o goleiro deu lugar a Fábio Costa.

Veja mais em: História do Corinthians, Guilherme Mantuan e Base do Corinthians.

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