Perdigão revelou descontentamento com saída do Corinthians, ao fim de seu contrato, em 2009

Perdigão revelou descontentamento com saída do Corinthians, ao fim de seu contrato, em 2009

Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

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'Faltou transparência'

Perdigão abre o jogo sobre bastidores e revela chateação com Mano Menezes em saída do Corinthians

Por Meu Timão

Campeão da Série B do Campeonato Brasileiro com o Corinthians, Perdigão explicou a polêmica saída do time alvinegro. O ex-jogador, atualmente com 45 anos, revelou ter ficado triste com o modo que a comissão técnica tratou sua trajetória no clube, ao final do contrato, em 2009.

"Foi uma questão única e exclusiva da comissão técnica, pelo o que eu fiquei sabendo. Antes de começarem as tratativas comigo e com o meu empresário, eles devem ter ligado para uns cinco, seis volantes. Eu disse: 'eu vou, a pressão no Corinthians é forte, jogar uma Série B não é fácil, é pressão no Corinthians'. Senti isso ainda mais quando cheguei, a culpa ficou toda na rapaziada”, confessou em entrevista ao UOL Esporte.

"Não é culpa (pelo rebaixamento na temporada anterior), mas transferiram para a turma de 2008, como se a gente estivesse lá. O time foi praticamente reformulado, tivemos os garotos da base, o Dentinho, o Lulinha, o Éverton Ribeiro, o Bruno Otávio... O goleiro Felipe continuou, assim como Fábio Ferreira. O restante, praticamente, era de jogadores que quiseram ser contratados, contratações boas", continuou o ex-jogador.

Perdigão ainda abriu o jogo e acabou revelando as conversas nos bastidores com o até então presidente do Corinthians, Andrés Sanchez. Segundo o ex-meia, seu desligamento do clube do Parque São Jorge se deu principalmente por decisão do técnico Mano Menezes.

"Sou um cara do bem, não tem como um treinador não gostar do meu jeito de ser. Além de eu ser vencedor, sou gente boa e tivemos aquele ano de 2008 de reconstrução. No final daquele, antes da gente entrar de férias, o Andrés Sanchez falou para mim: 'quero contar com você para o ano que vem, mas o treinador não está querendo muito. Você não é empresariado pelo empresário dele, fala com ele'. Eu falei que não e que isso era com o meu empresário e que ele que tinha que querer. Eu não fiquei, foi um ano de conquistas, foi importante. Teria sido legal se eu tivesse continuado, mas tudo bem. A minha parte eu fiz", disse Perdigão.

Por fim, o curitibano confessou ter superado as mágoas guardadas do período que trabalhou com Mano Menezes no Corinthians. Perdigão, no entanto, diz que faltou para o treinador um “feedback diferente” e uma relação paternal.

"Fiquei chateado com ele sim, até um certo ponto, depois eu entendi que não tinha mais necessidade. Na época, ele não foi parceiro porque quando me chamou eu sempre fui... Deixei de ir para outros clubes para ir com ele em outra situação, faltou ali transparência: 'Perdigão, a minha intenção é trazer outros caras na função, mas eu vou falar que eu quero você e você vai lá e fala com os caras, se você achar que é bom negocia com eles, eu vou contar com você, você não vai ser a primeira opção, mas as coisas podem acontecer como não aconteceu'. Talvez poderia ter tido um feedback diferente, comigo faltou uma coisa que o futebol sempre pede que é: 'pai, cadê o teu 'pai?. Aquele treinador é teu pai'. Faltou ele ser paizão. Eu tinha vindo para no sufoco e a gente subiu juntos", finalizou.

Veja mais em: Ex-jogadores do Corinthians e Técnicos do Corinthians.

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