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Nota da oposição
Oposição se manifesta sobre processo de impeachment no Corinthians e volta a criticar Augusto Melo
Por Meu Timão
O Movimento Reconstrução SCCP, grupo de oposição à presidência do Corinthians que protocolou o requerimento de destituição ao presidente Augusto Melo, se pronunciou sobre recentes falas do mandatário. A nota, divulgada nesta terça-feira, responde às declarações feitas pelo regente do clube no último domingo, após a vitória contra o Flamengo, sobre o processo de impeachment.
Na ocasião, o presidente Augusto Melo conversou com jornalistas sobre a movimentação interna para destituí-lo do cargo de presidente do Corinthians e afirmou não estar preocupado. O mandatário corinthiano defende estar com a consciência tranquila e diz que está preocupado com a administração do clube. Nesta terça-feira, o caso voltou a ganhar repercussão quando uma faixa em apoio a Augusto foi pendurada em frente ao Parque São Jorge, reforçando os dizeres do presidente de que 'não vai ter golpe'.
"A cada vez que o presidente Augusto Melo fala, mais fica claro o motivo de os poucos que ainda estão ao seu lado tentarem mantê-lo longe dos microfones. Há um ano, o então candidato à presidência do Corinthians bradava que forças do mal queriam derrubar sua candidatura. 'Não vai ter golpe', dizia aos quatro cantos. Um ano depois, a posição mudou – o candidato virou presidente –, mas o discurso parou no tempo. E lá está Augusto Melo – e sua frágil base de apoio, derretida por três investigações policiais – com exatamente o mesmo discurso vitimista. Agora, até com faixas pelo clube que irritam sócios com poluição visual", afirma o movimento em nota - confira a manifestação completa abaixo.
O Movimento Reconstrução SCCP reforçou o desgaste administrativo com a gestão Augusto Melo e o acusou de mentir publicamente. Ainda em nota, o grupo reitera a legitimidade do processo de impeachment, apresentado a Romeu Tuma Jr., presidente do Conselho Deliberativo, na última semana , e afirmou que a fala do dirigente corinthiano é uma tentativa de "terrorismo" com os torcedores.
"Apesar de mitômano, em um raro lapso de lucidez, Augusto fala a verdade quando diz que 'não vai ter golpe'. Não vai mesmo! Afinal, golpe, nesse contexto, segundo o dicionário, significa 'ação fraudulenta e, geralmente, armada para tomar o poder político'. Ou seja, o oposto do que tratamos aqui. E não é uma tentativa desesperada de fazer terrorismo com a torcida que vai mudar essa realidade", defende o grupo.
A manifestação do Movimento Reconstrução SCCP afirma, ainda, que o principal motivo para o envio do pedido de destituição de Augusto Melo é o prejuízo imposto aos cofres corinthianos nos casos VaideBet e também do fornecimento de colchões. O grupo defende que os demais problemas apresentados, como os valores gastos para a contratação de jogadores, deveriam ser resolvidos com as eleições, mas entendem que estas ações do dirigente ferem o estatuto do clube.
"O que motiva, de verdade, o requerimento é a gestão temerária que aceitou lesar os cofres corinthianos em R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais) referentes à intermediação do contrato da VaideBet, sendo que o próprio 'intermediário' revelou, em depoimento à polícia, que tinha nada a receber na operação. Ou a contrapartida de quase R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) em propriedades comerciais do clube em troca do fornecimento de colchões avaliados em R$ 104.000,00 (cento e quatro mil reais)", diz a nota.
O processo de impeachment enviado ao Conselho Deliberativo seguiu para a Comissão de Ética do clube anexado a outro já existente. O pedido de destituição, encabeçado pelo Movimento Reconstrução SCCP, contou 86 assinaturas de conselheiros vitalícios e trienais.
Confira a nota completa do Movimento Reconstrução SCCP
AUGUSTO MELO FICOU PRESO NO TEMPO E EM SUA CAMPANHA ELEITORAL
São Paulo, 3 de setembro – A cada vez que o presidente Augusto Melo fala, mais fica claro o motivo de os poucos que ainda estão ao seu lado tentarem mantê-lo longe dos microfones. Há um ano, o então candidato à presidência do Corinthians bradava que forças do mal queriam derrubar sua candidatura. “Não vai ter golpe”, dizia aos quatro cantos. Um ano depois, a posição mudou – o candidato virou presidente –, mas o discurso parou no tempo. E lá está Augusto Melo – e sua frágil base de apoio, derretida por três investigações policiais – com exatamente o mesmo discurso vitimista. Agora, até com faixas pelo clube que irritam sócios com poluição visual.
Melo chegou ao comando de um dos maiores clubes do mundo cercado por esperança. No entanto, a visibilidade do cargo expôs preocupante faceta do dirigente: a naturalidade com a qual o presidente mente, distorce fatos e faz promessas que nem ele mesmo acredita que serão cumpridas. E mesmo alertado por pessoas próximas, Augusto não consegue mudar. É dele.
Apesar de mitômano, em um raro lapso de lucidez, Augusto fala a verdade quando diz que “não vai ter golpe”. Não vai mesmo! Afinal, golpe, nesse contexto, segundo o dicionário, significa “ação fraudulenta e, geralmente, armada para tomar o poder político”. Ou seja, o oposto do que tratamos aqui. E não é uma tentativa desesperada de fazer terrorismo com a torcida que vai mudar essa realidade.
O requerimento de destituição (impeachment) apresentado pelo Movimento Reconstrução SCCP é baseado em fatos e fundamentado na constituição do clube, ou seja, em seu estatuto. Portanto, trata-se de documento e ação legais. Por isso já está no Conselho e segue o rito previsto no artigo 107, que trata dos passos e prazos do afastamento.
O que motiva o requerimento de destituição não é a clara incompetência, falta de comando, ausência de liturgia, a mentira compulsiva e os quase R$ 200.000.000,00 (duzentos milhões de reais) gastos por Augusto Melo para montar time que luta para permanecer na Série A do Campeonato Brasileiro.
Para esses problemas existe a eleição.
O que motiva, de verdade, o requerimento é a gestão temerária que aceitou lesar os cofres corinthianos em R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais) referentes à intermediação do contrato da Vaidebet, sendo que o próprio “intermediário” revelou, em depoimento à polícia, que tinha nada a receber na operação. Ou a contrapartida de quase R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) em propriedades comerciais do clube em troca do fornecimento de colchões avaliados em R$ 104.000,00 (cento e quatro mil reais).
Como se não bastasse, veículos de imprensa publicaram que autoridades ligadas ao Ministério Público de São Paulo estão preocupadas com os sinais de entrada do crime organizado no Parque São Jorge. Ora, se as autoridades policiais estão preocupadas, nosso Conselho Deliberativo tem a obrigação de agir o mais rápido possível. É exatamente o que temos feito.
Portanto, o único golpe (e agora do sentido de pancada) é o que essa gestão fez com a confiança e a esperança dos sócios e torcedores. Nosso movimento está de braços abertos para todos os corinthianos.
Vai Corinthians!
Movimento Reconstrução SCCP





