Yuri Alberto compara técnicos brasileiros e estrangeiros no Corinthians e diz como prefere jogar
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Por Meu Timão
Yuri Alberto falou como prefere jogar taticamente
Danilo Fernandes / Meu Timão
Yuri Alberto comparou o estilo de jogo dos treinadores brasileiros e estrangeiros que o comandou no Corinthians. O atacante apontou as diferenças no estilo de jogo e falou da preferência tática na equipe.
“Eu já tive muitos treinadores, principalmente aqui no Corinthians. Em uma única temporada, acho que foram cinco ou seis. Nos dois anos e meio que estou aqui, foram muitos. Então, querendo ou não, eu tenho que extrair o máximo de experiência de cada um. Entre estrangeiros e brasileiros, acho que a principal característica dos estrangeiros é a pegada, a intensidade, o ganhar duelo. Hoje, quem ganha o duelo ganha o jogo”, iniciou Yuri Alberto em entrevista ao programa Jogo Aberto, da TV Bandeirantes.
“A função tática é bem parecida. Muitos treinadores brasileiros têm talento, criatividade e estilos de jogo que eu gosto e apoio muito. O estilo que eu mais gosto é o de transição. Eu gosto muito, porque sou atacante. Quero atacar, sou muito ofensivo”, completou.
O camisa 9 teve seis treinadores em menos de três anos no Corinthians. Metade deles foram estrangeiros: os portugueses Vítor Pereira e o argentino Ramón Díaz, atual comandante do Timão. Os brasileiros, por sua vez, foram Fernando Lázaro, Vanderlei Luxemburgo e Mano Menezes, que criou um atrito público com o atacante durante a curta terceira passagem no clube.
Pelo Corinthians, Yuri Alberto já atuou em mais de uma posição no ataque, sendo a maioria das vezes como centroavante, função que admitiu não favorecê-lo. Na visão dele, tem melhor desempenho ao atuar com um companheiro do lado, como Memphis Depay.
“Eu já joguei no Internacional de centroavante e joguei de ponta também, mas nunca fui aquele centroavante de sustentar. Eu nunca fiz isso. O que eu mais gosto de atuar é como está sendo agora, com mais liberdade, com dois atacantes. Jogar com um cara do lado, como o Memphis, que atrai muita marcação, me ajuda a perceber melhor os espaços. Eu fazia isso com o Róger Guedes. No Inter, jogava como segundo atacante também, com o Galhardo, o Abel Hernández e o Paolo Guerrero”, analisou.
O atacante cresceu de produção no Corinthians após a implementação do 4-4-2 losango de Ramón Díaz. Ele teve média superior a uma participação direta em gol nos últimos 18 jogos e encerrou o ano com a artilharia isolada do Brasil, com 31 tentos, além de dividir com Alerrandro, do Vitória, o prêmio de artilheiro do Brasileirão, ambos com 15 bolas nas redes.
