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'Não tem mais moral'
Augusto Melo chama Tuma de 'ditador' e pede destituição de presidente do Conselho Deliberativo
Por Matheus Fiuza, Rodrigo Vessoni e Matheus Pogiolli
Nesta segunda-feira, a reunião de impeachment no Corinthians foi adiada . Alvo do processo, o presidente Augusto Melo disparou contra Romeu Tuma Jr., presidente do Conselho Deliberativo, ao chamá-lo de "ditador".
"O que prejudica é ter um presidente do Conselho igual ao Romeu Tuma, parcial, trabalhando completamente para eles (oposição), advogando em causa própria. Não deixou a gente nos defender. É um ditador. Está na hora de acabar. O Corinthians está nessa situação porque tem um cara dessa presidindo o Conselho. Ele não tem moral nenhuma. Temos que fazer alguma coisa, meus advogados vão cuidar disso", disse à imprensa na saída do Parque São Jorge.
A polêmica começou durante o rito de defesa do mandatário corinthiano, pouco depois do início da segunda chamada, às 19h. Aliados do presidente criticaram a forma como Tuma conduzia o processo, levando à paralisação da votação por dez minutos. Os dois, inclusive, colocaram dedo em riste um ao outro, precisando que alguns presentes separassem o princípio de confusão.
A crítica também veio por Tuma, segundo aliados de Augusto, ter acelerado a admissibilidade do impeachment, ou seja, da continuidade para a votação do processo. Os votos secretos foram feitos em cédulas, nominalmente, até que todos os conselheiros treinais e vitalícios votassem. 126 nomes votaram a favor da sequência, contra 114 discordantes.
"Ele foi ditador em todos os sentidos. A confusão é porque ele advogou por ele mesmo, comentou e julgou. Virou tumulto, é um ditador. Ele não tem mais moral, condição emocional e competência para o Conselho. Tem que ter uma destituição", complementou Augusto em meio ao clima hostil no Parque São Jorge.
Após pouco mais de cinco horas, a votação foi suspensa devido ao horário. O presidente Augusto Melo confirmou que ainda não há uma data, a qual será divulgada pelo Conselho Deliberativo.
"Vai marcar uma nova data. Eles mesmo acharam melhor por segurança, pessoas de idade, estamos preservando isso. A política aqui é muito suja, alguns conselheiros. Enquanto não forem banidos do Corinthians, o Corinthians não vai sair disso", finalizou.
Dessa forma, Augusto Melo segue normalmente no cargo enquanto aguarda a remarcação do Conselho. Quando houver a nova data, os conselheiros vitalícios e trienais decidirão, de fato, a respeito do afastamento ou não do mandatário corinthiano.
O estatuto estabelece que, após a decisão do Conselho Deliberativo, em caso de aprovação, uma Assembleia Geral deverá ser convocada em até cinco dias para que os associados votem sobre a destituição. Caso a maioria dos votos seja favorável, Augusto Melo será oficialmente removido da presidência.
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