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Fala, Cascone!
Diretor do Corinthians se pronuncia após suspensão de votação de impeachment: 'Clube é vítima'
Por Maria Beatriz de Teves, Rodrigo Vessoni e Matheus Pogiolli
Nesta segunda-feira, uma reunião estava marcada para a votação de um possível impeachment de Augusto Melo, mas foi adiada por conta do horário. Após a suspensão, Vinicius Cascone, diretor jurídico do Corinthians, optou por não comentar a questão política envolvida, mas fez questão de esclarecer algumas dúvidas sobre os acontecimentos.
"Como diretor do Corinthians, não vou falar sobre a política do clube. Quero deixar muito claro que tenho que proteger a instituição nesse momento, então não tenho nada a declarar. É uma questão que os conselheiros têm que debater em prol do Corinthians. A definição foi pelo adiantar da hora, estava muito tarde, e decidiram suspender a reunião", disse à imprensa.
"O próximo passo é o parecer da comissão de ética, e depois disso, a defesa e a votação. Não tem um dia previsto. Quem esteve aqui é quem vota. Essas cenas não são boas para o clube, é verdade, e precisamos proteger a instituição. O Corinthians infelizmente vive uma situação muito delicada, mas temos que proteger a instituição. O Corinthians está acima de tudo", continuou.
A reunião teve início às 18h desta segunda-feira e passou inicialmente por uma votação de admissibilidade, ou seja, para definir se o processo seguiria adiante. O placar ficou em 126 votos a favor e 114 contra. Vinicius Cascone preferiu respeitar o estatuto do clube, mas ressaltou que, na sua visão, o Corinthians é vítima do processo em questão.
"É uma reunião interna, não tenho que fazer comentários sobre o que aconteceu lá dentro. O que nós temos que fazer é sempre respeitar os órgãos do Corinthians. O estatuto é claro, tem o Conselho Deliberativo, existe uma votação. Discutir se é certo ou errado é um segundo ponto", comentou.
"É claro, evidentemente, que eu tenho o meu posicionamento sobre isso, que é um posicionamento particular. Eu apoio o presidente Augusto, sou diretor jurídico e entendo que não seria o momento, até porque as investigações não foram concluídas. Então, institucionalmente, eu digo que o Corinthians é vítima desse processo e temos que aguardar", complementou.
Agora, o Corinthians busca manter o equilíbrio nos bastidores para preservar a credibilidade e o bom momento vivido dentro de campo. O diretor comentou sobre o tema e fez questão de ressaltar a importância da reconstrução que o Corinthians passou desde a chegada de Augusto Melo à presidência.
“Na verdade, a primeira coisa é manter o equilíbrio. O Corinthians estava em um momento de ascensão, e é muito importante a gente lembrar disso. Em 31 de dezembro de 2023, o Corinthians estava em uma situação bastante complicada, com elenco fragilizado, e o Augusto trabalhou na reconstrução. Isso foi muito importante", falou.
"Tivemos passos importantes na reconstrução jurídica e financeira do clube. O Regime de Centralização é um dos exemplos disso. Estamos tentando cada vez mais resolver os problemas das finanças do Corinthians, o que também tem gerado resultados esportivos. A torcida quer resultado em campo, a gente sabe disso, mas é preciso ter responsabilidade", concluiu.
A nova reunião de votação está prevista para acontecer na próxima segunda-feira, 27 de janeiro. Caso a maioria dos conselheiros vote a favor do afastamento, o presidente será suspenso de suas funções temporariamente. Em seguida, uma Assembleia Geral deverá ser convocada em até cinco dias para que os associados decidam, em última instância, sobre a destituição.
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