Técnico do Sub-20 vê Corinthians com mais repertório e se apega a frase de ídolo antes da Copinha
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Por Matheus Fiuza e Victor Godoy
William Batista comanda o Corinthians desde agosto
Rodrigo Gazzanel / Agência Corinthians
O Corinthians se prepara para a última semana de trabalho antes da estreia na Copa São Paulo de Futebol Júnior 2026. Após o vice-campeonato em 2025, o Timão chegará ao torneio sob o comando de William Batista, que trouxe uma nova imagem ao Sub-20 desde que assumiu a categoria, em agosto.
Em entrevista exclusiva ao Meu Timão, o treinador falou sobre a importância da preparação completa para o torneio mais badalado da base, desde o início de novembro. Apesar da eliminação para o Santos, nas quartas do Paulista Sub-20, William se mostrou empolgado com a evolução da equipe no dia a dia, que ainda precisou lidar com uma eliminação precoce e um quase rebaixamento no Brasileiro da categoria.
"A gente teve um primeiro período no Campeonato Paulista junto, onde consegui algumas coisas com a equipe para dar um alicerce. De maneira geral, consegui oferecer mais repertório para os jogadores dentro daquilo que é estrutural da equipe e também ao nível de comportamento para cumprir, seja uma estratégia, a boa evolução naquilo que é a nossa resiliência para os jogos. É tolerar esforço, conseguir ter dentro de cada um de nós e da equipe, dos jogadores, o que são os valores do Corinthians. Tenho reforçado muito com eles que a gente precisa, o tempo todo, alimentar no dia a dia, no nosso sentimento, o que é o Corinthians, para se desenvolver bem e evoluir dentro do treino e estar bem preparado para a competição", disse.
Com o novo treinador, foram apenas cinco partidas, sendo quatro delas em mata-mata: três vitórias, um empate e uma derrota. Após entrar com a competição afunilada e próxima da fase eliminatória, William destacou que vê um grupo com mais repertório para executar diferentes saídas de bola, seja com três ou quatro jogadores para iniciação, e responder às diversas situações de jogo.
“Eu agora conheço melhor os jogadores. Quando eles têm boa capacidade de interpretar os diferentes comportamentos do jogo, eles conseguem variar mais a estrutura de acordo com aquilo que o adversário nos pedir. Então, seja um 4-3-3, uma construção no 4-1, seja uma construção no 3-2, ou com o lateral, ou com o volante descendo entre os zagueiros. Pode esperar um Corinthians que tenha variação de repertório estrutural na nossa equipe, porque hoje os jogadores conseguem interpretar melhor aquilo que o jogo está nos pedindo para poder executar. Isso é o tempo que vai nos dando. Quanto mais tempo a gente está junto, mais consigo desenvolver junto dos jogadores”.
Neste curto período, o treinador utilizou 25 jogadores, sendo que 12 estiveram em campo em todos os jogos. Ele, porém, já sabe que não terá um dos principais nomes, pois Gabriel Caipira sofreu uma fratura por estresse na perna e ficará fora da Copinha. O treinador reforçou que quer um time capaz de se adaptar ao adversário independente das peças, além de manter um grupo de 30 inscritos preparado para a oportunidade.
"Eu não tenho uma equipe-base no meu dia a dia nos últimos anos. Tenho sempre variado no treino, nos jogos. Não vou dizer moderno, mas vou dizer que um treinador dessa década tem que ter a capacidade de treinar todo mundo igual, de dar oportunidade igual para todo mundo, para que quando o jogador tenha oportunidade, ele se sinta pronto e importante. Minha tarefa como líder, como um cara também que está formando nossos jogadores, desenvolvendo nossos jogadores, é importante trabalhar todos iguais. A partir do momento em que a gente define uma equipe, seja A, B ou C, para jogar um jogo, todo mundo está um pouquinho mais próximo de estar mais pronto e performar melhor durante os jogos", explicou.
O jeito de jogar tem sido pautado pela construção histórica do próprio clube. No início do mês, jogadores e comissão técnica do Sub-20 visitaram o Memorial do Timão e usaram uma das icônicas frases do ídolo Sócrates como motivação para a preparação: "O Corinthians é mais que um time e uma torcida. É um estado de espírito". O treinador afirmou que o pensamento dentro de campo deve ser o mesmo do eterno camisa 8.
"Tem uma frase do Sócrates que, quando fomos ao Memorial, estava lá: 'o Corinthians é mais que um time, é uma torcida, é um estado de espírito'. Tiramos uma foto em frente a essa frase, e ela define o que eu gostaria, o que eu quero que esse time seja: um estado de espírito. Que os jogadores sejam um estado de espírito permanente nos jogos, para que em todos os momentos a gente consiga superar e que o torcedor corinthiano consiga se sentir representado por nós. No final disso, a gente entregue um bom produto para a equipe profissional, para que eles transitem e junte uma performance e resultado esportivo. É isso, um estado de espírito dentro do campo. É o Corinthians, não tem jeito. O Corinthians entra sempre para ganhar", finalizou William.
O Timãozinho estreia dia 3 de janeiro, sábado, às 14h45, contra o Trindade, de Goiás, no Zezinho Magalhães, em Jaú, cidade-sede do Grupo 08. Luverdense e XV de Jaú são os outros adversários do grupo.
