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Subiu o tom

Presidente do Corinthians desabafa após tumulto com Romeu Tuma e cancelamento de votação do Estatuto

Por Bruno Pantarotto, Daniel Keppler e Fábio Marinho

A noite desta segunda-feira foi quente no Parque São Jorge. Após o cancelamento da sessão que votaria o anteprojeto da reforma do Estatuto do Corinthians devido aos tumultos , o presidente Osmar Stabile desabafou sobre os entraves que vivencia com o mandatário do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior.

Conforme relatado pelo Meu Timão nesta noite, Stabile solicitou a palavra durante a reunião e declarou que vem se sentindo ameaçado e pressionado por Tuma, a quem acusa de tentar interferir na condução da gestão.

"Ele tinha pedido dez minutos, dizendo que era mentira o que eu havia falado. Então eu simplesmente chamei as duas testemunhas que estavam presentes no momento e as coloquei aqui para confirmar. Ele disse o seguinte: 'Ou faz o que eu quero, senão eu vou te fo***' A palavra é essa, estou repetindo novamente", iniciou Stabile.

"Essa situação me deixou muito confuso. Vou aproveitar a oportunidade de estarmos todos aqui para falar sobre isso. Eu já tinha dito para todos, para a imprensa e para todos os demais que, se alguém interferisse na gestão, eu daria nome e sobrenome e é Romeu Tuma", acrescentou.

Pedro Luis Soares, atual diretor de negócios jurídicos do clube, foi ao púlpito a pedido de Stabile e relatou o episódio aos presentes, reforçando a versão apresentada por Osmar. Segundo o profissional, a situação teria ocorrido durante um jantar informal no Parque São Jorge.

O Conselho de Orientação (Cori) do Corinthians encaminhou na última sexta-feira um ofício a Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, informando que, após uma reunião realizada em conjunto com o Conselho Fiscal (CF), concluiu de forma unânime que o anteprojeto de Reforma do Estatuto não apresenta condições para ser votado e aprovado na íntegra.

O presidente corinthiano concordou com o parecer do Cori quanto a condição para a votação do anteprojeto mesmo depois das audiências públicas feitas no início de dezembro até o mês de fevereiro.

"E quanto à questão da votação ou não, acho que o Cori representou todo mundo aqui. Pela ata e pelo quórum, ele colocou inclusive a votação do Fiel Torcedor. Estava lá dizendo que era para votar nisso, recomendando que fosse colocado em votação. Eu não, porque não voto, mas os conselheiros votariam nessa pauta. Então isso já estava estabelecido e não deveria deixar de ser votado em hipótese alguma, porque já havia sido recomendado pelo Cori. Portanto, não havia hipótese de não ser votado", completou.

Mesmo com a suspensão da votação, ela ainda seguirá normalmente à Assembleia Geral dos Associados. Tuma recorreu ao artigo 45 do Estatuto atual do clube, que trata das convocações dessas assembleias. De acordo com o dispositivo, os associados podem se reunir de forma extraordinária, a partir de convocação do presidente do Conselho, a qualquer momento, para deliberar sobre alterações no documento — situação que se aplicaria neste caso.

Veja mais em: Osmar Stabile, Presidentes do Corinthians, Conselho do Corinthians, Diretoria do Corinthians e Estatuto do Corinthians.

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