Anderson Empoderado
O recente afastamento de John Textor pelo Tribunal Arbitral da FGV serve como um alerta contundente. Sempre sustentei que a SAF, sem leis rigorosas que coíbam más gestões e estabeleçam mecanismos claros de correção, não é a solução mágica para os problemas do futebol brasileiro.
Pelo contrário: o risco de uma falência real é palpável. Diferente do modelo atual de clube social — que, embora longe do ideal, possui salvaguardas políticas — uma SAF mal gerida pode levar uma instituição a fechar as portas definitivamente. Sem uma governança séria e fiscalizada, corremos o risco de ver um proprietário 'desaparecer' após o fracasso financeiro, jogando décadas de história no lixo.
Além disso, é preciso encarar a lógica de mercado: quem teria interesse real em comprar uma empresa combalida financeiramente sem garantias de sustentabilidade? Não podemos permitir que a emoção do torcedor se sobreponha à razão estratégica. Desejo o melhor para o nosso amado Corinthians, mas isso exige uma análise profunda de todas as possibilidades. Antes de escolhermos um modelo de gestão, precisamos de segurança jurídica e responsabilidade, e não de promessas vazias.
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