Heróis improváveis! Qual a sua seleção 'raiz' de campeões brasileiros?

Marcelo Rodrigues

Escritor, produtor e jornalista, vive escrevendo sobre o Corinthians por aí. Respeita a tradição, sente saudade do Pacaembu e não grita gol antes. Em compensação, depois... vixe!

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Heróis improváveis! Qual a sua seleção 'raiz' de campeões brasileiros?

Ilustração do heróis improváveis

Foto: Lovatto

É meio natural após um título que cada torcedor eleja seus favoritos na conquista. No caso do Corinthians de 2017, torcida e imprensa não cansam de exaltar Cássio, Balbuena, Arana, Jô... O Fagner pode até ir para a Copa. E o Carille não é só o melhor técnico como é também a revelação. Inesquecível.

E a dupla Renato Augusto e Jadson em 2015? Dá saudade de Ralf, Gil... E, por falar em saudade, não tem como esquecer Liedson, Tevez e praticamente todo o time de 98 e 99. E em 90? Ronaldo fazendo milagre no gol e Neto iluminado na frente. Santidades, portanto. Quantos craques campeões em sete títulos (sem fax)! Dá uma seleção e tanto. Mas o exercício que quero propor é o inverso: montar a seleção dos 12 que, como se diz no futebol, “carregaram muito piano” para que as estrelas pudessem brilhar. Vou escalar a minha seleção de heróis improváveis. Mas heróis das nossas conquistas.

No gol, numa posição que temos Ronaldo, Dida e Cássio, todos gigantes, entrego a camisa um para o Walter. E o que foi aquele pênalti defendido contra o Atlético Paranaense?

Na lateral direita, ainda mais improvável: Índio. No nome e no berço, nascido numa aldeia, campeão de tudo pelo Corinthians. E ainda fez de pênalti naquela Libertadores que muita estrela se acovardou...

A dupla de zaga é Batata e Felipe. Se era bom ter Gamarra e Gil, também é bom lembrar dos sempre pressionados coadjuvantes. Mas que deram conta do recado, apesar das piadas que ouviram no começo.

A lateral esquerda foi a posição que eu fiquei mais em dúvida. Sylvinho, Kleber ou Arana podem ser lembrados como melhores e ainda são “de casa”. Então escolhi o Fábio Santos porque, ainda que limitado, é duas vezes campeão brasileiro. E, quando chegou, teve que substituir “só” o Roberto Carlos.

O meio de campo é a raça do Wilson Mano. Mano até no nome e mais de 400 jogos pelo Corinthians. Ao seu lado joga o Edu Gaspar, cria do terrão e raro caso de jogador que fez o gol mais lembrado da carreira num torneio de Juniores (que golaço!), naquela final contra o Vasco. O Edu, assim como o Índio, não fugia da responsabilidade e bateu pênalti no Maracanã lotado em 2000.

O maestro do time, por direito adquirido, é o Rodriguinho. Não vou explicar. Mas a gente teria sido hepta sem ele?

O ataque é raça. É obstinação em suas missões: a do Fabinho era lutar por todas as bolas e sofrer (ou cavar) as faltas para o Neto cobrar. Fundamental em 90. A missão do Romero sempre foi correr por todos, sem parar, sem desistir. E os dois ainda resolveram clássicos porque não falta coragem para eles em grandes jogos.

Fechando o ataque, Dinei, um ídolo que teve que vencer a si mesmo para ajudar o Corinthians e ser decisivo mesmo vindo do banco, num ataque encantado como o de 98/99.

E, no comando, Marcio Bittencourt. Injustiçado em 2005, mas que levou um time tão desunido a vencer 5 jogos seguidos (maior série no campeonato) e ainda venceu Vasco e Flamengo no Rio e o clássico contra o rival. Sem falar em 90...

E, para você, quem são os seus doze improváveis? Mas lembre-se: se tem alguma chance de caber na seleção dos melhores, não vale! É subjetivo. E divertido.

(Ah, a ilustração dos meus “heróis improváveis” é do talentoso e corinthiano @Lovatto)

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Por Marcelo Rodrigues

Escritor, produtor e jornalista, vive escrevendo sobre o Corinthians por aí. Respeita a tradição, sente saudade do Pacaembu e não grita gol antes. Em compensação, depois... vixe!

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