Andrés ‘agradece’ China e volta a explicar saída de medalhões

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Por Meu Timão

Em entrevista a programa esportivo, Andrés disse que saída de campeões para a China não foi decisão do clube

Em entrevista a programa esportivo, Andrés disse que saída de campeões para a China não foi decisão do clube

Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Fora da diretoria do Corinthians desde o início de janeiro, Andrés Sanchez recordou o momento no qual o clube paulista perdeu seis titulares para times do exterior. Em tom de ironia, o ex-superintendente de futebol do Timão declarou que os atletas campeões brasileiros deixaram o Parque São Jorge por escolha própria.

“A multa do Gil era de 30 milhões de dólares. Foi vendido por 10, 9 milhões de euros. Você já pensou um negrão de dois metros, que ia ganhar 1, 2 milhões (de reais) por mês, e a gente ia falar: ‘Não, não, nós não vamos te liberar não, você vai ficar aqui, tem contrato’”, disse Sanchez durante participação no programa Mesa Redonda, da TV Gazeta.

“O que ele ia fazer? Confusão. Ia virar um inferno dentro do clube. Então já cansei de falar e repito: ‘Só é vendido quando o jogador quer’. O clube não quer vender ninguém. Aliás, quem o clube quer vender ninguém quer. Então o jogador só sai se ele quiser. Não é papo de empresário, não é papo do Corinthians, é o jogador. Todos são maiores de idade, na hora de assinar o cheque, pegar o dinheiro, ‘arrumar a menininha’, eles sabem fazer tudo”.

Até o momento, nove jogadores do elenco de 2015 não compõem o “novo Corinthians”. São eles: Gil (Shandong Luneng-CHN), Ralf e Renato Augusto (Beijing Guoan-CHN), Jadson (Tianjin Quanjian-CHN), Malcom (Bordeaux-FRA) e Vagner Love (Monaco-FRA). Já Edu Dracena acertou sua rescisão contratual, enquanto Marciel foi emprestado ao Cruzeiro e Lincom, sem oportunidades, retornou ao Bragantino.

“A realidade é essa. Então muitos times estão chorando porque não chegou a China neles. Então, graças a Deus, para nós veio e conseguimos montar um time novo”, comemorou o ex-cartola, que ainda criticou a valorização aos atletas profissionais no Brasil. “O futebol brasileiro ainda não está preparado para manter o time campeão. O próprio jogador não está preparado. Ele quer ganhar um salário que se ganha na Europa e que não dá para pagar”, concluiu.

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