Você aprova a gestão de Augusto Melo no Corinthians? Vote na enquete do Meu Timão!
17 mil visualizações 159 comentários Reportar erro
Por Rafael Marcon

Augusto Melo chegou ao último trimestre de 2024 sobre pressão política, mas com apoio da torcida e dos jogadores
Danilo Fernandes / Meu Timão
No próximo dia 2, Augusto Melo completa exatamente um ano no comando do Corinthians. A virada do ano marca o fim do quarto trimestre da gestão do presidente, que até então se alterna entre momentos de apoio e pressão interna.
Nos últimos três meses - do começo de outubro ao fim de dezembro - o Corinthians teve um bom rendimento dentro de campo e contou com medidas assertivas nos bastidores do futebol. Por outro lado, a principal pressão sofrida tem sido por parte dos próprios conselheiros do clube, que reivindicam o impeachment de Augusto Melo - confira abaixo o balanço geral da gestão.
Com a torcida, o mandatário também enfrentou uma “montanha russa” no Timão. Os primeiros meses de gestão, com uma reformulação tardia e resultados ruins em campo, ficaram marcados por dúvidas da Fiel. O clima, no entanto, foi melhorando e atingiu ponto alto no segundo semestre de 2024, quando a diretoria acertou nas contratações e viu a equipe deslanchar no Brasileirão.
O presidente ainda tem mais dois anos de mandato. Agora, como faz há anos de três em três meses, o Meu Timão quer consultar como a Fiel avalia a atual gestão do clube - vote nas enquetes abaixo.
Medidas da diretoria e bastidores

Augusto Melo contou com grandes movimentações nos bastidores do Corinthians
Gustavo Lima / Meu Timão
Nos últimos três meses, a cúpula alvinegra realizou algumas movimentações importantes nos bastidores do Corinthians.
Augusto Melo se provou ativo nas políticas externas ao clube. Primeiro, ainda quando o Timão estava vivo na Sul-Americana, o presidente viajou ao Paraguai ao lado de Fabinho Soldado para acompanhar a Libertadores Feminina e aproveitou para realizar reunião técnica com a Conmebol. Mais tarde, Marcelo Teixeira, presidente do Santos, confirmou conversas com Augusto para discutir mudanças no modelo atual do Campeonato Brasileiro.
Sobre os patrocinadores, o Corinthians realizou ações que alavancaram as parcerias. O Timão fechou um novo acordo com a Ezze Seguros para 2025, e agora a empresa também estampará as camisas da equipe feminina e do Sub-20. Além disso, a Esportes da Sorte, patrocinadora máster do clube, cedeu um aporte financeiro para que Hugo Souza fosse contratado definitivamente - as diretorias de Corinthians e Flamengo viviam um desacerto sobre a forma de pagamento antes da ajuda.
Na parte das dívidas, o grande acontecimento foi o início da vaquinha para quitação da Neo Química Arena. Este feito é da Gaviões da Fiel, torcida organizada do clube, mas conta com aceno positivo da gestão para a projeto. Até aqui, foram arrecadados mais de R$34 milhões da torcida para arcar com a dívida do clube pelo estádio.
Pressão política

Romeu Tuma Jr. reinvidica o impeachment do presidente Augusto Melo
Larissa Lima / Meu Timão
Dentro do clube, o último trimestre da gestão em 2024 ficou marcado por uma pressão política. O Conselho Deliberativo do Corinthians, em parceria com o Cori (Conselho de Orientação do clube), reivindicou o impeachment do mandatário.
A votação chegou a ser marcada para o dia 2 de dezembro, mas acabou cancelada após liminar na Justiça. No entanto, o Tribunal de Justiça de São Paulo já derrubou a liminar e uma nova votação pode ser concretizada desta vez.
Um dos fatores principais para a medida do Conselho é o caso VaideBet. O possível esquema de “laranjas” no contrato com a antiga patrocinadora ainda segue em investigação. Além disso, o Cori cobra transparência de Augusto Melo. Jogadores e torcida, vale destacar, manifestaram apoio para o presidente.
Outra questão é a contratação do CEO Fred Luz. Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, viu a chegada do profissional como irregular pelo estatuto. Contrário a ele, Augusto Melo bancou o profissional.
Dentro de campo

Memphis Depay, Yuri Alberto e comphania se acertaram em campo no último trimestre
Danilo Fernandes / Meu Timão
Se o cenário político viveu momentos conturbados, dentro de campo o último trimestre foi de alívio ao torcedor corinthiano.
O clube acabou parando nas semifinais das copas e vivia um drama: briga direta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro. Em dado momento, inclusive, as probabilidades de classificação para a Copa do Brasil e Libertadores eram muito baixas.
Porém, Ramón Díaz e companhia emplacaram uma sequência de nove vitórias consecutivas na competição nacional. Com isso, o Timão não só saiu da zona de rebaixamento, mas garantiu vaga nas copas com o sétimo lugar na tabela do Brasileirão.