Corinthians lidera ranking de dívidas com a União entre clubes da elite do futebol brasileiro
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Por Meu Timão
Gestão Augusto Melo vive momentos de turbulência nos bastidores do Corinthians
Wanderson Oliveira / Meu Timão
O Corinthians passou a ocupar o topo da lista de clubes da Série A com maior volume de dívidas federais sem acordo ativo com o governo. A mudança ocorre após o Internacional, até então líder do ranking, fechar um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e renegociar seus débitos como parte do programa emergencial Transação SOS-RS, criado para ajudar instituições do Rio Grande do Sul afetadas pelas enchentes.
Segundo os dados mais recentes do Cadastro da Dívida Ativa da União — que inclui apenas valores em aberto sem parcelamento —, o Corinthians acumula hoje R$ 257,9 milhões em dívidas junto ao Governo Federal. O valor representa um salto em relação ao que havia sido registrado em setembro de 2024, quando o clube aparecia com R$ 181,2 milhões em pendências, liderando a lista entre os clubes da elite do futebol brasileiro naquela época.
Em contraste, o Internacional conseguiu reduzir suas obrigações fiscais de R$ 378,4 milhões para R$ 201 milhões após o novo acordo com a PGFN. Com a saída do clube gaúcho do cadastro, o Corinthians assume oficialmente a liderança desse ranking negativo.
A Dívida Ativa da União reúne os créditos devidos por empresas e cidadãos que deixaram de cumprir obrigações com o fisco. A inclusão nessa base de dados pode trazer implicações graves, como restrições de crédito, protestos em cartório e até bloqueio de bens e leilões judiciais.
Esse cenário marca uma reviravolta para o Corinthians. Isso porque, em dezembro de 2022, ainda sob gestão de Duilio Monteiro Alves, o clube havia anunciado a obtenção da Certidão Negativa de Débitos relativos aos Tributos Federais e à Dívida Ativa da União — o que indicava regularidade fiscal pela primeira vez desde 2017. O documento, na ocasião, tinha validade até junho de 2023.
No entanto, com o avanço da atual gestão, comandada por Augusto Melo desde janeiro de 2024, os débitos cresceram de forma significativa e reacenderam o alerta financeiro no Parque São Jorge.
