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Quebra de sigilo
Ministério Público ganha quebra de sigilo da Justiça para a investigação no Corinthians
Por Meu Timão
A Justiça de São Paulo, por determinação da juíza Marcia Mayumi Okoda Oshiro, autorizou a quebra de sigilo dos cartões corporativos do Corinthians, que compreendem o período de 2018 a 2025, na investigação do Ministério Público. A medida também cede à investigação a quebra de sigilo bancário do Oliveira Mercado e do restaurante de Guaianazes , estabelecimentos suspeitos de "desvio de dinheiro". A informação foi trazida pelo ge.globo, enquanto a confirmação do sigilo bancário pelo UOL.
A quebra de sigilo faz com que o Ministério Público tenha um direito legal de investigar os documentos que permeiam os ex-governos do Corinthians, mesmo sem a autorização das partes acusadas. Na teoria, isso faz com que o órgão tenha mais facilidade de encontrar provas e mais celeridade no inquérito. A gestão do período investigado, vale lembrar, esteve sob responsabilidade de Andrés Sanchez, Duilio Monteiro Alves e Augusto Melo. É importante ressaltar ainda que, na última terça-feira, o Corinthians informou que enviou todos os documentos requisitados pelo MP-SP .
O promotor responsável pela investigação é Cássio Conserino, que recentemente havia reclamado da demora do clube no envio das exigências. Todo o processo começou após o perfil @prmalaoficial divulgar um documento sigiloso comprovando que Andrés Sanchez havia utilizado o cartão corporativo do clube para fins pessoais. O próprio ex-mandatário confirmou a veracidade e reembolsou o clube . Porém, novos documentos de mesmo cunho (estes ainda sem uma comprovação de veracidade) foram descobertos .
O curso de investigações seguiu para a gestão de Duilio Monteiro Alves. Além do próprio uso do cartão corporativo, o inquérito ampliou para possíveis crimes de estelionato, furto e associação criminosa. Uma das possíveis provas comprobatórias que o Ministério Público investiga é a relação do clube com o Oliveira Mercados, empresa suspeita de ser "laranja" para um desvio de dinheiro. Fora ela, um restaurante de Guaianazes tem sido investigado por emissão de notas frias relacionadas ao Corinthians.
Depois, em agosto, Augusto Melo, presidente impichimado pelo caso VaideBet, entrou na lista do Ministério Público. O órgão investigador, inclusive, teve oitivas com membros da atual gestão, como Osmar Stabile e Romeu Tuma Jr, naquele mês. No dia 1º de setembro, ainda solicitou o afastamento dos ex-presidentes investigados dos conselhos do Corinthians, para que eles percam os direitos políticos, ao menos, até o final das investigações. Esta medida, porém, ainda não foi votada dentro do clube.





