Valter Ekert
Vejo muita gente defendendo a ideia de poupar jogadores sempre que o jogo é em gramado sintético. Mas, se for levar isso ao pé da letra, é melhor nem disputar o Campeonato Brasileiro.
Na temporada de 2026, cinco clubes da elite já têm esse tipo de gramado confirmado em seus estádios: o Athletico‑PR, na Ligga Arena; o Atlético‑MG, na Arena MRV; o Botafogo, no Nilton Santos; a Chapecoense, na Arena Condá; e o Palmeiras, no Allianz Parque.
Isso representa cerca de 25% dos clubes da Série A. É uma realidade consolidada, adotada com o argumento de melhorar a performance e facilitar a manutenção dos estádios.
Ou seja, é até válido reconhecer que o gramado sintético pode, sim, trazer um risco maior de lesão. Mas a discussão precisa ir além: não faz sentido falar em poupar jogadores contra cinco adversários diferentes ao longo do campeonato. Se o entendimento é que o risco é inaceitável, então o debate deveria ser sobre 'proibir esse tipo de gramado' e não sobre abrir mão de competir. Porque poupar em um quarto do campeonato, na prática, é escolher não disputar o título.
Muito provavelmente nem disputaremos o título brasileiro deste ano, mas isso só o tempo irá dizer.
E você, qual a sua opinião sobre poupar jogadores quando joga em grama sintética?