Quem lembra do Neto no auge?

Memória Fiel

Nostalgia alvinegra que vai além dos jogos, gols e súmulas. Aqui reviramos os arquivos para reencontrar as várias pequenas histórias e detalhes que formam a gigantesca história do Corinthians.

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Quem lembra do Neto no auge?

Coluna do Juliano Barreto

Opinião de Memória Fiel

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Quem lembra do Neto no auge?

Neto no auge, em 1991

Foto: Reprodução/Revista Placar

Hoje em dia é difícil para o corinthiano separar o jogador Neto do comentarista e apresentador. O antigo camisa 10 do Timão passa várias horas por dia falando na televisão, no rádio, no YouTube, e acaba dando opiniões que irritam até quem era seu fã nos tempos áureos. Ao mesmo tempo, quem nunca teve a oportunidade de ver o cara jogar, só conhece um lado da história.

Por isso, resgato aqui uma edição especial da "Placar" de Maio de 1991 (que tinha os corinthianos Juca Kfouri como diretor editorial e Celso Unzelte, como um dos editores). Na revista, o craque corinthiano dividiu espaço com estrelas de primeira linha do futebol mundial da época como Maradona, Careca, Roberto Baggio, Gullit, Vialli e Bebeto. Motivos para colocar o corinthiano na capa não faltavam. Além de campeão e habilidoso, Neto vivia uma rara fase de consagração. Depois de ser o principal nome do Campeonato Brasileiro de 1990, o meia provava que continuava a jogar muito: até a 16ª rodada do Brasileirão 91, já havia marcado oito gols.

A matéria sobre a trajetória de Neto, com a manchete "Neto - Um Craque Explosivo", resumia bem o cenário daquela época: "O meia costuma se posicionar na linha central do campo, desloca-se pouco e, quando o faz, normalmente fica próximo às laterais. Marca ocasionalmente e jamais corre em vão. Descrito assim, ele nem sequer conseguiria jogar na segunda divisão, mas os torcedores corinthianos não os trocam por ninguém. Afinal, com a bola no pé esquerdo, José Ferreira Neto é capaz de fazer lançamentos milimétricos, dar passes precisos para os atacantes e deixar os goleiros adversários enlouquecidos com seus chutes de bola parada."

Os anos seguintes não seriam tão gloriosos, culminando com uma saída melancólica do Corinthians em 1993. Mas isso é assunto para outro dia. Por ora, só queria saber duas nos comentários (ou pelo Twitter): Você lembra do Neto no auge? Qual foi o gol ou lance do Neto que mais te marcou?

Vou garimpar as respostas para depois ir atrás de reportagens da época relembrando esses lances e fazer outro post com os melhores momentos do Xodó da Fiel.

Veja mais em: Ídolos do Corinthians.

Coluna do Juliano Barreto

Por Juliano Barreto

Jornalista, biógrafo, maloqueiro e sofredor. Desde 1993 recorta jornais, revistas e guarda tudo relacionado ao Coringão. Neste blog, vamos tirar a poeira desses arquivos e matar as saudades.

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