Eis a versão final do nosso projeto de reforma do estatuto do Corinthians

Roberto Piccelli

Roberto Piccelli é advogado atuante em direito público e escreve sobre temas jurídicos e institucionais relacionados ao Corinthians.

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Eis a versão final do nosso projeto de reforma do estatuto do Corinthians

Projeto por uma Administração mais Responsável - PA+R

Foto: PA+R

Baixada a poeira da nossa mais recente eliminação, é hora para termos uma conversa séria. Apresentamos oficialmente a versão final da proposta de reforma do estatuto do Corinthians que chamamos de Projeto por uma Administração mais Responsável, ou, simplesmente, PA+R. Os eixos principais do projeto original, anunciado em dezembro eram: (i) a responsabilidade fiscal da diretoria e (ii) a criação de um órgão de representação do Fiel Torcedor. Agora incorporamos alguns novos pontos, especialmente a partir das contribuições de corintianos que dedicaram um tempo para sugerir aprimoramentos para a proposta nos últimos meses.

Para citar alguns exemplos, a partir da sugestão do Henrique Aranha, incluímos um limite expresso para o pagamento de comissões a empresários de jogadores. De maneira complementar, o Maurício Iaki opinou por estabelecer a obrigatoriedade de divulgação de balancetes trimestrais e por proibir a cessão de percentuais da multa rescisória de jogadores em pagamento de dívidas do clube. Essa última também foi uma ideia trazida por outros torcedores, como o Alexandro Costa, que, ao mesmo tempo, propôs a proibição de anistia de mensalidades em ano de eleição. Todas essas importantes ideias fazem parte agora da nossa proposta.

Outra contribuição importante foi a do Lucas Marques. Ele expressou sua preocupação com aqueles jogadores que têm seus contratos renovados e acabam emprestados a outros clubes sem jamais serem aproveitados no Corinthians. Encontramos uma solução para esse problema relevante: proibir que o vínculo contratual seja estendido se o atleta não houver participado de um mínimo de jogos na temporada.

A mudança mais significativa, porém, certamente foi a inclusão da remuneração dos dirigentes. Esse sempre foi um ponto que eu, pessoalmente, achei crucial. Entendia que a diretoria tinha que ter meios legítimos para exercer as suas funções de maneira profissional. Já até escrevi sobre isso por aqui. Só que não sentia que estávamos prontos para essa discussão. Agradeço as várias mensagens que recebi para me convencer do contrário, como a do Weslei Marinho. Também agradeço o grande amigo Walter Falceta pela conversa que tivemos a respeito. Se queremos gente honesta e competente na gestão do clube, afinal, essa é uma mudança ainda mais urgente que todas as outras e foi para dentro da nossa proposta.

Tudo isso se soma ao que já havíamos tentado cristalizar no projeto original, que já contava com várias hipóteses de responsabilidade pessoal de diretores que incorressem em práticas nocivas para as finanças do clube e também previa a criação de um órgão para representar o Fiel Torcedor.

Enfim, como eu disse, foram dezenas de contribuições recebidas no e-mail do PA+R. Mesmo as inúmeras mensagens que não consegui citar nesse post foram devidamente analisadas e consideradas. De qualquer forma, fica o meu agradecimento a todos que se dedicaram a colaborar e a minha esperança de que o projeto seja defendido pelos torcedores e chegue também a outros meios de comunicação.

A versão final em PDF do projeto está disponível para download aqui.

Agora a luta segue com a campanha para fazer o PA+R entrar na pauta do Conselho. O clube até constituiu uma comissão para cuidar justamente da reforma do estatuto. Não há razão para não considerarem o trabalho que já está feito e sistematizado.

Veja mais em: Diretoria do Corinthians.

Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Meu Timão.

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Roberto Piccelli é advogado atuante em direito público e escreve sobre temas jurídicos e institucionais relacionados ao Corinthians.

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