Faltou energia para o pé de ferro

Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

ver detalhes

Faltou energia para o pé de ferro

Coluna do Walter Falceta

Opinião de Walter Falceta

2.6 mil visualizações 58 comentários Comunicar erro

Faltou energia para o pé de ferro

Itaquera: ânimos exaltados e derrota dolorosa

Foto: WFJr.

1) Convém compreender o que é um time argentino. Desprezar sua cultura futebolística, especialmente em jogos decisivos, é caminho certo para o fracasso.

2) Durante os dez primeiros minutos, o Corinthians sofreu tremendamente com a marcação alta e as rápidas trocas de bola do Independiente. Ainda que reduzida, essa aflição duraria pelo menos meia hora.

3) Meza e Romero (o deles) pareciam desconhecidos da equipe mosqueteira. Jogavam como se estivessem no estádio Libertadores de América, em Avellaneda. Se bem vi, lá da Leste Superior, foram eles que tramaram o lance do primeiro gol adversário.

4) O Timão invariavelmente perdia as disputas de bola no meio de campo. No pé de ferro, parecia que nos faltava a devida energia. A torcida se impacientava.

5) Há quem diga que foi Rodriguinho. Em minha opinião, o pior atleta em campo foi Sidcley. Pecou pela imprecisão, pela marcação frouxa e pelos passes errados. Fez bem Carille em substituí-lo, talvez tardiamente.

6) Mais uma vez, tomamos um gol de escanteio. Dos grandes times brasileiros, o Corinthians é o pior neste fundamento defensivo. Esse tipo de vulnerabilidade já alcança um ano. Desta vez, pouparei o leitor da longa lista de tentos tomados a partir de tiros de canto cedidos ao adversário.

7) Mais uma vez, em seguidas ocasiões, a saída de bola parecia obrigação do zagueiro Balbuena. Se a vista não me engana, foi quem iniciou a jogada do gol solitário corinthiano.

8) Desta vez, mesmo de cima, não consegui compreender o desenho tático corinthiano. Alguém nos diz que terminou com um 4-1-4-1. Outro afirma ter sido um 4-2-3-1. Por vezes, este "um" ofensivo era Romero. E, sim, depois do deslocamento de Maycon para a lateral, tivemos um único volante. De resto, um time que repetiu a composição confusa da derrota contra o Atlético Mineiro.

9) Pergunta-se, que moral tem a Conmebol para proibir a estampa da Democracia Corinthiana na camisa do Timão? Para além de qualquer política, o movimento criou consciência de respeito e responsabilidade compartilhada no futebol. Constituiu-se em uma experiência de gestão solidária e valorização do profissionalismo. Os cartolas da entidade deveriam cuidar é de suas reputações, frequentemente manchadas por escândalos de corrupção. Não se esquece Amarilla.

10) Lamentável a atuação do árbitro peruano Victor Hugo Carrillo. Permitiu que o goleiro Campaña praticasse o anti-jogo, promovendo a cera sem receber qualquer admoestação mais severa.

Veja mais em: Libertadores da América.

Coluna do Walter Falceta

Por Walter Falceta

Walter Falceta Jr. é paulistano, jornalista, neto de Michelle Antonio Falcetta, pintor e músico do Bom Retiro que aderiu ao Time do Povo em 1910. É membro do Núcleo de Estudos do Corinthians (NECO).

O que você achou do post do Walter Falceta?