Tricampeão mundial com a Seleção critica ataque do Corinthians

Tricampeão mundial com a Seleção critica ataque do Corinthians

Por Meu Timão

André (foto) e Romero foram destaques da coluna de Tostão no jornal Folha de S.Paulo

André (foto) e Romero foram destaques da coluna de Tostão no jornal Folha de S.Paulo

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Não é apenas a torcida do Corinthians que está insatisfeita com o rendimento de Ángel Romero e André no Campeonato Brasileiro. Apontado como um dos maiores jogadores da história, o ex-centroavante Tostão usou a ironia para criticar a dupla de atacantes do Timão em sua coluna desta quarta-feira do jornal Folha de S.Paulo.

Em um trecho do texto, o herói do tricampeonato mundial da Seleção apontou o clube do Parque São Jorge como um dos postulantes ao título brasileiro, mas mandou um recado: Romero e André não podem ser titulares do Corinthians comandado por Cristóvão Borges.

“Enquanto isso, a bola rola no Brasileirão. Quase todos os times marcam também com quatro no meio-campo. Apesar de Bolaños ter perdido vários gols na vitória sobre o Corinthians, o Grêmio tem agora um atacante veloz, que se infiltra entre ou nas costas dos zagueiros, para receber a bola. Se o Corinthians for campeão – é um dos candidatos ao título –, com a dupla de atacantes formada por André e Romero, será um descrédito para o campeonato.”, escreveu.

Tostão se tornou ídolo do Cruzeiro na década de 60. Ainda jovem, desfilou habilidade com a camisa da equipe de Belo Horizonte e não demorou a virar ídolo da torcida. Na temporada anterior ao Mundial de 1970, levou um chute no olho esquerdo do zagueiro Castañas, do Millonarios de Bogotá, da Colômbia, e foi diagnosticado com deslocamento da retina. Operado, disputou a Copa do Mundo no México e foi campeão ao lado de Pelé e Jairzinho. Deu fim à carreira em 1974 por conta da contusão.

Leia a coluna de Tostão na Folha de S.Paulo na íntegra

Na retranca, a seleção feminina da Suécia empatou em 0 a 0 com o Brasil e ganhou nos pênaltis.

Hoje, a modesta Honduras, dirigida pelo colombiano Jorge Luis Pinto, treinador da seleção da Costa Rica na Copa de 2014, a grande surpresa daquele Mundial, deve repetir a estratégia usada na Copa, a de marcar com nove jogadores à frente da área e contra-atacar com velocidade, principalmente pelo lado do lateral-direito Zeca, sempre mal posicionado.
Zagallo, na Copa de 1958, percebeu que um time não podia ter apenas dois jogadores marcando no meio-campo. Quando o Brasil perdia a bola, ele recompunha pela esquerda e formava um trio no meio, com Zito e Didi. Quando a equipe recuperava a bola, Zagallo avançava como um ponta pela esquerda. Em 1962, fez o mesmo, o que foi repetido pela seleção na Copa de 1970, com Rivellino, dirigida por Zagallo. Hoje, a maioria das equipes de todo o mundo joga dessa forma, porém, dos dois lados. Quando perdem a bola, marcam com quatro no meio-campo (dois volantes e um meia de cada lado).

A seleção olímpica, nos dois primeiros jogos, atuou como na Copa de 1954, antes de Zagallo, com apenas dois jogadores no meio-campo e com quatro na frente (4-2-4), com os dois “Gabrieis”, Neymar e o meia-atacante Felipe Anderson. Nenhum voltava para marcar. Por influência de Tite, a equipe mudou. Quando perdia a bola, jogava com um Gabriel de cada lado, marcando e atacando, em uma linha de quatro no meio-campo. Com isso, Neymar atuou mais livre pelo centro, formando dupla com Luan. O time melhorou.

Enquanto isso, a bola rola no Brasileirão. Quase todos os times marcam também com quatro no meio-campo. Apesar de Bolaños ter perdido vários gols na vitória sobre o Corinthians, o Grêmio tem agora um atacante veloz, que se infiltra entre ou nas costas dos zagueiros, para receber a bola. Se o Corinthians for campeão – é um dos candidatos ao título –, com a dupla de atacantes formada por André e Romero, será um descrédito para o campeonato.

O Santos, bastante desfalcado, ganhou por 3 a 0 do Atlético, apontado como o maior favorito, por causa de cinco vitórias seguidas. Agora, o melhor é o Palmeiras. De novo. Até quando? Imagino que se o Santos, na Vila Belmiro, jogar com o time juvenil contra qualquer adversário, é favorito. Deve ser por causa dos fantasmas, vivos ou mortos, dos grandes craques do passado, que habitam o estádio e que ficaram impregnados no inconsciente coletivo dos jogadores, desde as categorias de base. Além disso, os adversários tremem na Vila.

O Flamengo, outro candidato ao título, parece que vai e não vai. O time tem três centroavantes, só joga um (Guerrero), três meias de ligação, Diego, Mancuello e Alan Patrick, mas só tem jogadores razoáveis pelos lados.

Apesar de alguns acidentes e de algumas bandidagens, as Olimpíadas continuam majestosas. O Rio, além da beleza, sabe celebrar as festas e a vida. Os atletas, além de profissionais, se emocionam e lutam por algo inexplicável, que transcende a conquista da medalha de ouro e os ganhos materiais.

Sobe e desce

Quando parecia que o Cruzeiro teria várias boas atuações e vitórias seguidas, empata um jogo, em casa, que deveria ter vencido, contra o Coritiba, que também luta contra o rebaixamento. A ausência de Fábio por todo o campeonato é preocupante. O Cruzeiro já deveria procurar outro goleiro, com urgência.

Quando parecia que o Atlético era o time para se distanciar dos outros candidatos ao título do Campeonato Brasileiro, perde por 3 a 0 para um Santos sem seus melhores jogadores. Apesar da derrota na Vila Belmiro, é bonito ver o volante Rafael Carioca jogar. Dizem que Tite vai convocá-lo para as Eliminatórias. Se for, será merecido.

Quando parecia que existia uma esperança de o América ter uma trajetória heroica, o time volta a perder.

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