Dirigente entende impeachment no Corinthians como 'direito legítimo'

Dirigente entende impeachment no Corinthians como 'direito legítimo'

Por Meu Timão

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Flávio Adauto confia em arquivamento do processo de impeachment de Roberto

Flávio Adauto confia em arquivamento do processo de impeachment de Roberto

Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

Roberto de Andrade pode até não concordar, mas o processo de impeachment protocolado por conselheiros do clube contra ele está dentro da lei. É o que corrobora Flávio Adauto, atual diretor de futebol do Timão e braço direito do presidente no diálogo com aliados e oposicionistas dentro do Parque São Jorge.

“Impeachment não é assim, vai lá e tira, não é desse jeito. Precisa ter comprovação, você tem que ter documentos, tem que ter uma defesa que não te convença. Lá para o ano que vem, provavelmente janeiro, fevereiro ou março, isso poderá ser resolvido. É muito ruim para o Corinthians, mas é parte do processo democrático. Não tem como você impedir isso. Cerca de 360 conselheiros, querer que todos pensem igual, não dá. Uma boa parcela se movimenta contra isso e eles terão que ser ouvidos”, afirmou Adauto em entrevista à rádio Transamérica.

Presidente do Corinthians desde fevereiro de 2015, Roberto de Andrade entregou na última semana sua defesa no processo de impeachment, em curso desde 22 de novembro. O mandatário nega fraude em contratos da Arena Corinthians e argumenta que as acusações feitas contra ele, as quais baseiam o processo em vigor no Conselho Deliberativo, não denegriram a imagem da instituição.

“É um problema político que está acontecendo no Corinthians, não é nem administrativo. Falta comunicação, falta um relacionamento melhor, de explicações mais claras, mas é um problema político. O ano não é bom em termos esportivos e também não é em termos políticos. Os que estão no comando precisam responder, o Roberto está mostrando, item por item, que não causou prejuízos financeiros ao clube. Tem um processo que está na Comissão de Ética e não deu seu parecer ainda. O Roberto já encaminhou todos os pontos de defesa, essa comissão tem que se manifestar, arquivar ou encaminhar o processo e mandar para o Conselho Deliberativo, é assim que funciona. O clube precisa marcar uma reunião para resolver o problema”, explicou o dirigente.

As possíveis irregularidades feitas por Roberto vieram à tona no dia 21 de outubro. Segundo a revista Época, ele teria assinado a lista de presença da assembleia geral da Arena que decidiu pela contratação da Omni, gestora do Fiel Torcedor, para controlar o estacionamento do estádio. O encontro ocorreu em 5 de fevereiro de 2015, mas o mandatário viria a ser eleito apenas dois dias depois. Além disso, o próprio contrato do estabelecimento, assinado em 10 de janeiro de 2015, contém a assinatura de Andrade e o carimbo de presidente, cargo que ele só ocuparia após 27 dias.

“Novas lideranças surgem quase todos os dias. Você está em um clube, em um conselho, onde as pessoas questionam muito mais, cobram muito mais. As informações estão sendo dadas pelo Roberto. Tem uma série de coisas que você não pode colocar publicamente, contratos e cláusulas de confiabilidade, mas demonstrar para quem pergunta. Ainda assim, essas pessoas podem não ficar satisfeitas com o que foi mostrado e ir além, é um direito delas”, frisou.

Caso Roberto seja afastado, quem assume o cargo é o primeiro vice-presidente, que atualmente é André Luiz Oliveira, o André Negão. Entretanto, como restam mais de seis meses para as próximas eleições, em fevereiro de 2018, ele seria obrigado a convocar novo pleito.

“Em relação aos termos políticos, é legítimo o que está acontecendo. Eu acho que não vai prosperar, que a administração vai acontecer normalmente até o final do ano que vem e que teremos que recuperar o espaço perdido. Se formos incompetentes, teremos que abrir toda essa discussão de novo. Temos que ter cautela e considerar que a função de quem contesta é um direito legítimo de quem administra. Temos que tentar levar até o fim provando que eles estão equivocados”, completou.

Veja mais em: Impeachment, Flávio Adauto, Roberto de Andrade e Diretoria do Corinthians.

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