'Veterano' aos 18, zagueiro do Corinthians conta como trabalha para não virar 'rojão molhado'

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Por Meu Timão

Léo Santos é considerado quarta opção à defesa do Corinthians, líder do BR

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Foto: Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians

A atuação do zagueiro Léo Santos, de 18 anos, na vitória do Corinthians sobre a Chapecoense por 1 a 0 chamou atenção da Fiel. Não à toa, o camisa 14, integrante do elenco profissional desde 2016, foi eleito o melhor homem em campo pelos leitores do Meu Timão. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, o jovem defensor explicou como, mesmo recém-promovido das categorias de base, se tornou uma espécie de veterano do esquadrão de Carille.

“Tranquilidade eu sempre mantenho durante meus treinos. Estou aqui no Corinthians desde os meus 12 anos e tenho que me acostumar a jogar com tranquilidade. Jogar aqui não é diferente, é muito bom jogar aqui. É de mim, não sei explicar, o pessoal sempre fala que pareço um veterano jogando. Isso é de mim. Até comentam se eu tenho 18 anos mesmo, eu falo: ‘Pô, tenho 18, não sou gato, não (risos)’. Mas é treinamento no dia a dia”, declarou Léo Santos.

Segundo o próprio jogador, o técnico Fábio Carille tem influência direta em seu desempenho. O comandante alvinegro, que iniciou a carreira de atleta como lateral-esquerdo e a encerrou atuando na zaga, tem moldado o defensor e corrigido falhas técnicas da promessa, como o posicionamento em bolas paradas, desarmes com maior precisão, entre outros fundamentos.

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“O professor Fábio é especialista nessa parte de defesa. Estou aqui (no profissional) há mais de um ano, desde a época do Tite ele sempre pegava a linha de quatro (defensores), me dava toques, falava da maneira que eu tenho que correr para tirar uma bola de cabeça. Pós-treino ficava fazendo complementos comigo. Ele chegou a jogar de zagueiro e isso é bom para mim”, explicou Léo, que também vê com bons olhos a ajuda disponibilizada a ele pelo auxiliar Fabinho, também ex-jogador.

“O auxiliar Fabinho sempre me pega depois do treino e fica alçando umas bolas para eu chegar fazendo esse cabeceio ofensivo. Nosso papel é defender, mas sempre que pintar uma oportunidade a gente vai estar ali para guardar (risos)”.

Sincero, Léo Santos disse não temer a pressão pelo fato de ser considerado joia do Corinthians. Pelo contrário. Para ele, a titularidade e demais realizações inerentes ao futebol virão com o tempo. Além disso, não há razão para sentir receio pelo futuro, nem pela possibilidade de acabar como “rojão molhado”, gíria dada aos garotos promissores que não vingam profissionalmente.

“Realmente, sempre quando vou jogar, a expectativa sobre mim é muito grande. Não vejo como pressão, não fico nervoso – como você mesmo disse – de acontecer esse ‘rojão molhado’. Procuro fazer o que faço nos treinos, sempre estar escutando as orientações do professor Fábio. Tenho certeza que passo a passo, sem pular etapas, sem me precipitar, não vai acontecer esse ‘rojão molhado’ (risos)”, completou.

Veja mais em: Léo Santos e Base do Corinthians.

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