Corinthians tem noite ruim e sai atrás no primeiro jogo da final da Copa do Brasil

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Copa do Brasil 2018

Corinthians tem noite ruim e sai atrás no primeiro jogo da final da Copa do Brasil

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Cássio esbraveja com defesa após cruzeirense aparecer livre de marcação

Cássio esbraveja com defesa após cruzeirense aparecer livre de marcação

Foto: Reprodução/TV Globo

Uma noite de futebol ruim e resultado idem. Nesta quarta-feira, no Mineirão, no primeiro duelo da final da Copa do Brasil, o Corinthians foi derrotado pelo Cruzeiro pelo placar de 1 a 0. O único gol foi marcado pelo meia Thiago Neves, nome do confronto em Belo Horizonte.

A equipe de Jair Ventura pouco incomodou a de Mano Menezes ofensivamente. A derrota mínima inclusive saiu barato, vide a defesa impressionante de Cássio em cabeceio de Henrique, no fim do primeiro tempo.

“Em casa a gente conversa!” – Os times voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira, na Arena Corinthians, em Itaquera, às 21h45. Para ficar com o tetracampeonato, o Timão terá de vencer por dois gols de diferença no tempo normal. Qualquer vitória por um gol força a disputa de penalidades máximas. Não há gol qualificado no certame nacional.

Como jogamos – Jair Ventura teve o reforço de Fagner em Minas Gerais. Recém-recuperado de fibrose na coxa esquerda, o lateral-direito reassumiu a vaga que vinha sendo ocupada por Gabriel, improvisado. Já Douglas, considerado titular, cumpriu suspensão pelo acúmulo de três cartões amarelos e sequer foi opção no banco de reservas.

A escalação do Corinthians, no 4-2-4, tinha Cássio (capitão); Fagner, Léo Santos, Henrique e Danilo Avelar; Ralf e Gabriel; Romero, Jadson, Mateus Vital e Clayson.

Provável escalação do Corinthians contra o Cruzeiro

Meu Timão

Do outro lado, Mano Menezes mandou a campo um Cruzeiro com Fábio; Edilson, Dedé, Léo e Egídio; Henrique (capitão), Ariel Cabral, Rafinha, Thiago Neves e Robinho; Barcos.

A final

O Corinthians começou o duelo em solo mineiro precavido, sem ceder espaços desnecessários à equipe mineira e explorando os contra-ataques pelos lados do campo quanto tinha posse da bola. O Cruzeiro, por sua vez, como esperado, tinha paciência para trocar passes na intermediária, mas pouca inspiração em termos criativos.

As principais chances dos donos da casa surgiam com Thiago Neves. Experiente, o meia tinha calma para colocar a bola no chão e finalizar ao gol de Cássio. No primeiro arremate, viu o camisa 12 defender de manchete; na segunda, de pé direito, acertou a trave corinthiana, empolgando os cruzeirenses presentes no Mineirão.

Ao menos nos primeiros 20 minutos, o Timão soube se portar como uma equipe visitante que decide o título da Copa do Brasil: sem a bola, corria de maneira agrupada e lutava para recuperar o mais rápido possível; com ela, ganhava terreno pelas beiradas, principalmente pela esquerda, com Danilo Avelar e Clayson fazendo dobradinha nas costas de Edilson.

Só que a teoria, caro leitor do Meu Timão, é diferente da prática, e o time de Jair Ventura seria vazado nos acréscimos do primeiro tempo. Thiago Neves lançou Egídio na esquerda, o lateral fintou Romero e levantou na área. O próprio meia que havia dado início à jogada subiu livre, atrás de Avelar, e cabeceou no chão, sem chances de defesa para Cássio. Festa da torcida mandante em Belo Horizonte.

O Corinthians de Jair desceu para o vestiário tendo finalizado apenas duas vezes, nenhuma em direção à meta de Fábio. Em outras palavras: a equipe alvinegra precisaria jogar mais na etapa final sem se expor ao Cruzeiro de Mano Menezes, perigoso nos contra-ataques em velocidade.

Cássio reclama de erro da marcação em gol de Thiago Neves

Cássio reclama de erro da marcação em gol de Thiago Neves

Reprodução/TV Globo

“O jogo está até controlado. O Cruzeiro chegou na maioria das vezes por erro nosso. Tem que rodar um pouco mais a bola quando tiver com ela”, limitou-se Fagner, à TV Globo, durante o intervalo.

O Corinthians voltou do vestiário com as mesmas onze peças. A esperança da Fiel era que a postura da equipe fosse diferente, mais ofensiva nos 45 minutos finais. No entanto, quem trocava passes no campo de ataque e se aproximava do gol era o Cruzeiro.

Diante disso, Jair promoveu sua primeira substituição, com 15 minutos. Sacou Clayson, um dos melhores corinthianos no jogo, para a entrada de Pedrinho, que havia sido decisivo na classificação à final, contra o Flamengo.

O futebol do Timão, no geral, era sofrível. Com Jadson e Vital apagadíssimos, o sistema ofensivo armado por Jair Ventura se fazia nulo diante de uma defesa composta por Dedé e Léo. Mano Menezes, inteligente, liberava seus laterais ao ataque justamente por conta da mediocridade corinthiana do meio para frente – os defensores ganhavam as disputas com Jadson sem maiores dificuldades.

Aos 29 minutos, em cobrança de falta, Dedé subiu livre e desviou de cabeça à esquerda da baliza de Cássio. A bola tirou tinta trave, para alívio dos poucos milhares de corinthianos que torciam pelo Timão no Mineirão.

Na reta final, Jair chamou Araos e Emerson Sheik, que entraram nas respectivas vagas de Mateus Vital e Jadson. O atacante, veterano, passava a ser o homem mais avançado do Corinthians, enquanto Araos e Pedrinho tinham a missão de articular uma jogada ou outra até o apito final.

A vitória por 1 a 0 não define o Cruzeiro como campeão da Copa do Brasil. Pelo contrário. Embora derrotado, o Timão conhece suas forças dentro de seus domínios e sabe ser competitivo nos momentos decisivos. Quem duvida dos comandados de Jair Ventura?

Aí não... – Acredite se quiser: deu tempo de Araos ser expulso. O meia chileno levou um cartão amarelo com 42 minutos do segundo tempo, levou outro aos 47 e acabou recebendo o vermelho do árbitro Anderson Daronco. O jovem sequer reclamou da decisão e deixou o gramado cabisbaixo.

Veja mais em: Crônica, Copa do Brasil, Jair Ventura, Fagner e Ángelo Araos.

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