Especial Dia do Rock: corinthiano Japinha, do CPM 22, relembra saga para ver tri do Timão

Especial Dia do Rock: corinthiano Japinha, do CPM 22, relembra saga para ver tri do Timão

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Corinthiano desde moleque, Japinha posa ao lado do goleiro Cássio na Arena Corinthians

Corinthiano desde moleque, Japinha posa ao lado do goleiro Cássio na Arena Corinthians

Foto: Arquivo pessoal

Seja à distância ou até mesmo in loco, todo corinthiano que se preze já trocou os pés pelas mãos só para torcer pelo Timão. Quem, por exemplo, nunca precisou recorrer a terceiros (ou a estratégias um tanto malucas) na tentativa de acompanhar de perto o clube do coração em um jogo importante? Ricardo Di Roberto, baterista de uma das principais bandas de rock do Brasil, possui algumas histórias semelhantes.

Nesta sexta-feira 13, Dia Mundial do Rock, o Meu Timão conversou com Japinha, do CPM 22, torcedor fanático pelo Corinthians. A relação do músico com o clube do Parque São Jorge teve início na década de 80, quando passou a frequentar o estádio do Pacaembu ao lado do pai, seu Natalino, corinthiano fervoroso.

Foi em 2009, porém, que Japinha viveria uma das mais inusitadas experiências inerentes ao Timão. Já integrante do CPM à época, decidiu de repente cair na estrada (ou melhor, no céu) rumo a Porto Alegre, onde a equipe de Mano Menezes decidiria o título da Copa do Brasil daquela temporada, contra o Internacional.

“Eu resolvi de última hora ver Corinthians e Internacional no Beira-Rio na final da Copa do Brasil. Só que fui sem ingresso nenhum. Saí daqui, peguei um avião e aí cheguei em Porto Alegre”, relatou o baterista.

A estratégia traçada pelo roqueiro para conseguir um concorrido lugar nas arquibancadas do Beira-Rio não era lá tão elaborada. Assim que aterrissou na capital gaúcha, buscou contatos para descobrir o hotel no qual a delegação corinthiana estava hospedada.

Ele não só obteve a informação como se dirigiu ao estabelecimento e descolou a entrada na faixa – mas não sem ajuda.

“Umas cinco, seis horas da tarde, encontrei o Andrés. Falei: ‘Presidente, me ajuda pelo amor de Deus, estou sem ingresso!’. ‘Ô, assim você me ferra, deveria ter falado antes...’, me respondeu. Ele foi lá dentro, pegou não sei da onde um ingresso e me deu”, contou.

No fim das contas, Japinha entraria no estádio, veria o Timão empatar com gols de Jorge Henrique e André Santos e ser tricampeão do torneio em plena casa colorada. “Sorte a minha (que o Andrés apareceu), senão teria de ver o jogo na rua (risos)”, brincou, aliviado.

Em celebração ao Dia Mundial Rock, saiba mais sobre a conexão de Japinha com o Corinthians (e com o rock'n'roll)!

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Confira o bate-papo com Japinha

Meu Timão: Como surgiu sua relação com o Corinthians? Qual sua história de torcedor?

Japinha: Começou com o meu pai (seu Natalino). Ele levava eu e meus irmãos para o Pacaembu ver o Corinthians, na época era o time do Sócrates, Zenon, Casagrande, Wladimir, Biro-Biro... Como o Timão era um timaço, não tinha como a gente não se encantar, né? Aquela coisa lúdica de estádio, camiseta na porta, ingresso, bilheteria, ver as bandeiras, comprar pipoca, amendoim. Tudo isso ficou no imaginário e me influenciou a ser corinthiano.

Imagino que você tenha visto ou acompanhado aquele Corinthians ser bicampeão paulista...

Foi demais! Acompanhava. Quando não podia ir ao estádio – porque era criança, dependia do meu pai – aí a gente ouvia no rádio e gravava em fitas os gols. Gravávamos os jogos inteiros e ficávamos reouvindo (risos), era muito louco. Hoje em dia ninguém faz mais isso, eu acho. Fazíamos bolão em casa: ‘Vamos ver quem vai fazer gol hoje’, ‘Sócrates’, ‘Zenon’... Cada um apostava e o vencedor ganhava chiclete, bala (risos). Foi uma época muito gostosa e esse time deu muita alegria, futebol arte. Época da Democracia Corinthiana também, superimportante. Marcou uma época.

O que veio antes para você: a música ou o Corinthians?

Cara, acho que o Corinthians, viu? Com cinco anos já gostava de jogo de futebol, e a música comecei a querer tocar com nove, dez anos – se bem que eu sempre ouvi muita música e sempre curti. Eu tinha um ano de idade, tinha uma vitrolinha e aqueles meus disquinhos. Meu pai e minha mãe ficavam repetindo dez, 15 vezes a mesma música de um deles. Então não dá pra saber bem (risos).

Falando de rock, há alguma música que você veja certa relação com o Corinthians? Pode ser do CPM ou não...

Tem a música que o Cássio pediu quando ele ganhou o Mundial de Clubes e foi eleito o melhor do jogo (contra o Chelsea). Acho que tem bem a ver que é a O Mundo Dá Voltas. O sentido da letra, se você pensar que em 2007 o Corinthians estava caindo, não tinha estádio, não tinha nem Libertadores, e agora tem estádio, Libertadores, outro Mundial. Até se você pensar na época da fila, ficou 23 anos sem ganhar nada. O mundo deu voltas, estamos super bem, ganhamos tudo que poderíamos ganhar nos últimos dez anos. Acho que essa música tem bem a ver.

Por último, como tem acompanhado o início do Loss? Vê possibilidade de o time repetir em 2018 o que fez ano passado?

Acho que temos pouco tempo para avaliar, foram poucos jogos e o time está todo desmontado por conta da Copa, saídas... O verdadeiro teste será agora. Eu ainda não consegui pegar confiança no novo treinador, mas sei do trabalho dele na base, que é muito bom, tudo que se fala dele, pessoal confia. A gente torce, vou torcer bastante para ele ir bem. O Carille também demorou um pouquinho, mas depois pegou força. Acredito eu que ele não vai ter tanto tempo para provar, o time precisa corresponder rápido. Bom que ele teve um mês, um pouco mais, para treinar o time. Vamos ver se agora o time consegue embalar.

Veja mais em: Especiais do Meu Timão, Torcida do Corinthians e Andrés Sanchez.

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